OPINIÃO
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Aldemar dos Santos Maciel *

 

 

Artesanato e desenvolvimento para o Acre

Considerado por todos como importante instrumento de inclusão sócio produtivo e no fortalecimento das culturas e territórios, a atividade artesanal tem contribuído de fato para criação de uma nova dinâmica econômica, através da participação de produtores, antes marginalizados, agora assumindo um papel de protagonismo no desenvolvimento local. De acordo com o relatório da UNESCO (2000) estima-se que o artesanato represente cerca de um quarto das microempresas no mundo em desenvolvimento. Nos dados apresentados pelo Programa do Artesanato Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, o segmento artesanal envolve 8,5 milhões de pessoas em suas cadeias produtivas movimentando R$ 28 bilhões por ano.

Diante deste poder de transformação econômica e social, instituições governamentais, privadas e sociedade civil organizada, realizam diversas frentes de trabalho para fortalecer a atividade artesanal, como estratégia de reduzir a pressão social causada pelo desemprego. Embora sua atuação muitas vezes desarticulada ou sem definição de estratégia de intervenção, sem ações continuadas para geração de resultados duradouros, o setor tem demonstrado crescimento, conduzido pela dinâmica do mercado, o que nem sempre coincide com os objetivos das instituições. Com isso o desempenho do setor artesanal fica abaixo do patamar que poderia alcançar se a intervenção no setor fosse coordenada, com objetivos definidos com todos os envolvidos, e portanto, maior controle e otimização dos resultados e do investimento, que na maioria das vezes é público.

No Acre, a política adotada pelo Governo do Estado de resgate e valorização da história, da cultura, das tradições até então esquecida e desvalorizada, hoje a sociedade se apropriou deste sentimento de “acreanidade” fato que tem contribuído para a elevação da auto estima, onde a relação de valor do acreano com seu território e sua gente foi significativamente alterada, e cujos reflexos são percebidos sob vários aspectos, como por exemplo, o consumo significativo de produtos artesanais em lojas e feiras de artesanato, site, que não existiam até o final da década de oitenta.

Neste novo momento de preocupação com questões do aquecimento global, e aumento do senso de responsabilidade ambiental, principalmente nos habitantes dos países do Norte, aliado a crescente divulgação e valorização do Acre em todo país, o que deve aumentar significativamente as chances de geração de novas oportunidades de negócios para o Acre, desde que amplie sua capacidade gestão em todo Estado e conduza de forma estratégica do segmento artesanal, através do planejamento integrado com ações estruturantes e visão sistêmica de curto, médio e longo prazo, aproveitando este momento impar de valorização ambiental, cultural, de integração regional, onde pessoas da cidade ou do campo tenham oportunidade de ocupação e renda, sem causar prejuízos ao meio ambiente, fortalecendo a cultura local.

* Educador e Analista Sebrae - Acre

 
 
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Rio Branco-AC, 1 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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