| POLÍTICA | |
Trabalhadores em educação decidem pela greve |
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Parte dos profissionais em educação do Estado se reuniu ontem em assembléia para avaliar a proposta apresentada pelo governo em relação ao pedido de isonomia salarial feito pela categoria. Após serem informados sobre o que tinha sido oferecido pelos governistas, a classe decidiu aguardar novas negociações em greve. Mesmo assim, uma outra reunião foi marcada para a manhã de hoje, já que a maior parte dos professores e funcionários da educação não estava presente à assembléia realizada ontem, em frente ao Palácio Rio Branco. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Acre (Sinteac), Alcilene Gurgel, a proposta oferecida pelo governo não contempla a classe. “O governo não está nos dando reajuste salarial, mas um reordenamento na tabela - que varia de 2% para o nível médio, 3,08% para o apoio 1 e 0,76% para o nível superior -, e ainda considera essa proposta um rumo para a isonomia”, afirmou Alcilene. A presidente diz que a equiparação proposta há dois anos pelo Sinteac (R$ 3.183 para nível superior, R$ 1.071 para médio e R$ 796 para o apoio 1) era referente à época. “Com o reajuste salarial de 12% dado a todas as secretarias, o teto salarial é outro. E o que estão nos oferecendo está defasado. Isso não pode ser considerado isonomia”, ressaltou. Um dos negociadores do governo, professor Sérgio Roberto, falou ontem durante a assembléia que a administração estadual propõe um reordenamento da carreira e da tabela, construindo a isonomia a partir da inserção de novas classes na carreira, além da criação das letras I e J. “O governo quer discutir a questão da formação profissional e vem debatendo sobre a questão da contratação do funcionário de educação. Queremos antecipar que nenhuma categoria terá reajuste linear”, explicou Sérgio. A professora e deputada estadual Naluh Gouveia (PT), lembrou durante a assembléia que os trabalhadores de educação passaram os últimos quatro anos brigando pela isonomia em todos os lugares em que o então governador, Jorge Viana, se encontrava. “Agora o governo está propondo a isonomia e não estamos aceitando. Precisamos saber pelo que realmente buscamos, ou seja, isonomia e reajuste salarial”, frisou. |
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