RENATA BRASILEIRO
De frente do Palácio Rio Branco um grupo que reunia membros de diversas entidades sociais do Estado saiu pelas ruas do Centro da cidade ontem pedindo paz. A caminhada, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio de outras sete instituições, foi realizada nas primeiras horas da manhã com o objetivo de fazer com que a população reflita sobre a violência e o preconceito contra os negros, idosos, indígenas, obesos, homossexuais, crianças, adolescentes, mulheres e pobres.
“Nossa união quer dar um basta a todo tipo de mal que feito com essas pessoas. Não podemos ficar calados diante de tanta violência e discriminação”, disse o presidente da CUT, Manoel Lima.
Os participantes da caminhada fizeram todo o percurso, que terminou em frente ao Quartel da Polícia Militar, vestindo camisetas brancas, simbolizando o pedido de paz. Na mesma oportunidade, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, uma das apoiadoras do evento, lançou a programação da 2ª Conferência Estadual de Direitos Humanos, que será realizada nos dias 14 e 15, no Horto Florestal.
“Essa foi a melhor hora para lançarmos a programação da conferência. É a primeira vez que a Caminhada pela Paz é realizada em Rio Branco como um movimento da sociedade civil organizada. Mais do que nunca as pessoas estão unidas para combater a violência e cultuar a paz”, disse o secretário de Direitos Humanos, Henrique Moura.
Durante a passeata, o grupo lembrou a morte do conselheiro Estadual de Saúde, Joseh Alexandre Leite Leitão, 49, barbaramente assassinado no dia 3 de julho, dentro de sua residência na Rua Uva, Conjunto São Francisco. O conselheiro foi homenageado em clima de muita emoção pelas pessoas que acompanharam o movimento.
Segundo Manoel Lima, as entidades sociais vêm se reunindo há cerca de um mês para discutir a questão da violência, do preconceito, da falta de segurança e outros assuntos sociais que afligem a comunidade. “Vamos montar um fórum permanente para continuar lidando com essas questões”, completou.
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