COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Ajuste do relógio

Acreanos fazem abaixo-assinado para fortalecer projeto de Tião Viana e diminuir diferença de fuso horário


Tião Viana defende a
proposta no Senado

Val Sales

Osenador Tião Viana defende no Congresso a aprovação de um projeto de lei que diminui de duas para uma hora a diferença do fuso acreano e de parte do Estado do Amazonas em relação a Brasília e demais Estados do país. No entanto, para ser aprovada no Senado, a proposta precisa da assinatura de 95 mil acreanos, sendo que o documento já está circulando no Estado e recebe o aval maciço da população e das autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Uma cartilha publicada pelo gabinete do senador, com o titulo “O Acre Bem Mais Perto de Todos os Brasileiros”, ressalta a importância da mudança no horário e dos benefícios econômicos e financeiros que ela trará para a região. Parte do texto lembra que o Acre vive submetido ao curioso fuso horário de menos de duas horas em relação à hora oficial do Brasil. Em resumo, ele está quase sozinho, tão-somente na companhia de um pedaço mais ocidental do Amazonas.

“O Amazonas mesmo, Rondônia, Roraima e todo o Pará e oeste do rio Xingu têm a mesma hora que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - apenas uma a menos que Brasília. Já o Tocantins, Estado caçula da Região Norte, adotou a hora de Brasília, que vale também para os demais dezessete Estados Brasileiros”, diz o texto.

E segue: “Tudo isso dá a sensação que o Acre está tão deslocado dos meridianos que seus dias podem se confundir com noites cariocas. Não é assim. Em Rio Branco o crepúsculo é precoce e o céu acreano escurece às cinco e meia da tarde. Isso basta para revelar que é melhor começar o dia uma hora mais cedo e ter a luz do sol amazônico até a ‘boca da noite’. Aliás, é para aproveitar uma ‘nesga’ de sol no fim da tarde que os Estados mais ricos do Brasil adotam o horário de verão. Já o fuso de menos duas horas exige para o Acre mais uns sessenta minutos diários de luz artificial, ou seja, energia e poluição de óleo diesel, que podem ser poupadas com a equalização do fuso horário”.

E encerra: “O Acre está pronto para acertar os ponteiros, porque não faz sentido o Brasil adotar três horas de diferença no continente. Bastam duas horas: a hora de Brasília e a hora da Amazônia”.

O que dizem os acreanos

“A proposta do senador, se aprovada, vai nos aproximar das outras unidades da Federação, tanto na área pública quanto na privada. Com o atual fuso, o Acre sempre estará no prejuízo em todas as relações em que o horário for exigido.” (Raimundo Angelim - prefeito de Rio Branco)

“O atual fuso horário do Acre traz prejuízos financeiros para o Estado. Prejudica os negócios e acarreta também prejuízo político. Durante o horário de verão, são três horas de diferença, e aí, quando se tem que efetuar um negócio, é um deus-nos-acuda.” (Edvaldo Magalhães - presidente da Assembléia Legislativa do Acre)

“É muito importante igualarmos nosso horário com o de Rondônia e do Amazonas. É bom para o Estado. É mais comercial. Essa diferença traz prejuízos para o comércio, afinal, é uma hora a menos no trabalho bancário. Se a própria natureza nos dá essa hora a mais, por que não aproveitar?”. (George Pinheiro - empresário)

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 2 de setembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A