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Natureza inspiradora Pousada da Floresta oferece conforto e aventura para quem quer curtir os pratos, rios e barrancos do Acre |
![]() Amplos espaços e contato com a natureza são os atrativos principais da pousada |
O Rapinrã escorre sem pressa para o Abunã levando saudades do frescor da mata que enfeita a Pousada da Floresta, onde a natureza é inspiração daqueles que vão a Plácido de Castro passar um fim de semana em descanso ou fazendo compras a bom preço na vila Montividéo. Vila, que neste tempo alagada, é por si mesma atração como uma Veneza boliviana. A natureza exuberante e o apelo turístico da cidade fronteiriça seduziram o ex-lojista Francisco José Moreira, 47 anos, 3 filhos, aceitando o convite feito pelo atual secretário estadual de Segurança, Antônio Monteiro, para construírem ali, onde o sapezal havia tomado conta de um antigo bananal, a primeira pousada ecológica do Acre, a Pousada da Floresta. A poucos metros da avenida Diamantino Macedo, a principal da cidade, a floresta e o igarapé Rapinrã correndo de inverno a verão, foram fundamentais para a decisão de investir nesse negócio que começou com a compra do terreno em julho de 1998. “A idéia era construir um lugar que além de hospedagem confortável e boa alimentação, também pudesse oferecer serviços como auditórios e salas que poderiam ser usadas para a realização de cursos, treinamentos e outros eventos. Espaços que ainda não existiam na cidade”. Assim, recorda Moreira, a proposta inicial da Pousada da Floresta que hoje oferece um amplo restaurante, piscina, cinco chalés na parte alta e mais dois à margem do Rapinrã, dois auditórios amplos, um chapéu de palha e redário que em certos dias chegam a hospedar mais de 200 pessoas. O restaurante oferece pratos variados em sistema self service, comercial ou executivo (prato-feito) a custos que vão de seis a dez reais por pessoa, mais hospedagem em quartos a R$ 50 por casal com direito a café da manhã e sem cobrar de crianças menores que ficam com os pais. As reservas podem ser feitas pelos telefones 3237-1921/1272 ou 9971-3964 com o próprio Moreira. Semana Santa A casa lotou durante o carnaval e, investindo em eventos e datas festivas, Moreira agora já prepara a programação para Semana Santa que começará na quinta-feira com a promoção de um dia de pescaria no Rapinrã, igarapé famoso por seus peixes, a sexta-feira terá no cardápio diversos pratos feitos a base de pescados variados. O Sábado de Aleluia será marcado pela primeira Seresta ao Vivo promovida no chapéu de palha com som ao vivo prometendo animação de sobra. Já o Domingo de Páscoa será marcado pela fartura que exige a comemoração com porco e carneiro assado, mais chocolates e tudo o que manda a tradição. Cama e mesa “Estamos abertos para receber quem venha provar os pratos de nosso restaurante aproveitando o restaurante e uma boa cama ou rede para descansar. Além dos apartamentos individuais também alugamos chalés para quem venha passar um fim de semana ou mais de mês como é caso dos professores rurais que estão fazendo curso da Ufac. A gente negocia e sempre encontra uma solução que satisfaça os clientes”, garante Monteiro. Com os auditórios a pousada tem servido como palco para grandes treinamentos promovidos pelas secretarias estadual e municipal de educação, entidades como a pastoral da criança, encontros de grupos evangélicos e católicos. Organizações indígenas. O ambiente confortável e tranqüilo em contato com a natureza faz dela palco para constantes encontros e eventos de praticantes da yoga em meditação. Olhando para trás, Moreira lembra que teve de vender a loja, carro e dispor de tudo o que tinha para investir na pousada, não poucas vezes foi obrigado a recorrer a empréstimos para garantir o pagamento dos funcionários e fornecedores, mas a partir destes últimos dois anos o negócio ganhou auto-sustentabilidade e até já permite elaborar novos projetos. Um deles prevê a instalação de um parque de diversões e serviço de atendimento especial para a crianças enquanto os pais aproveitam para fazer compras em Montevidéo ou para curtir praias e aventuras pelo Abunã, Rapinrã ou na floresta. Apesar de todas as dificuldades vividas, Moreira avalia que : “Tudo pelo que passamos valeu a pena, foi um grande aprendizado. Afinal de contas um homem tem que ter sonhos, senão, está perdido. O desafio é o que move a gente!” |
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