COTIDIANO

‘Amazônia’ faz o Brasil se apaixonar pelo Acre

Estréia da minissérie tem audiência de 48% e superprodução emociona o país

Divulgação
Autoridades e convidados assistiram
à estréia da minissérie no auditório
da escola Glória Perez


“Amazônia - de Galvez a Chico Mendes” registrou audiência média de 33% em sua estréia. Em share - o universo dos televisores ligados na minissérie - a audiência alcançou 48%. “E isso é só o começo!”, exclamou Gloria Perez, autora do folhetim, de acordo com o site da série. “Meu texto foi ao ar exatamente do jeito como eu imaginava. Ainda falta escrever dez capítulos, mas já estou com saudade”, ela completou, em elogio ao trabalho do diretor-geral, Marcos Schechtman.

O governador Binho Marques e convidados, atores e envolvidos com a série assistiram à estréia no auditório da escola Glória Perez. “A minissérie lembra o passado e nos permite vislumbrar o futuro”, afirmou Binho. A atriz Clarice Baptista, que participa da trama, mostrou-se feliz com a série e disse esperar que seja um grande sucesso.

Ainda segundo o site (www.globo.com/amazonia), uma animada festa foi organizada para que autora, diretores, elenco e equipe de “Amazônia” assistissem juntos à estréia da minissérie. Todo mundo se reuniu numa badalada churrascaria do Rio de Janeiro para confraternizar. Após um jantar de cardápio variado, que ia do churrasco à culinária japonesa, os convidados assistiram ao primeiro capítulo de “Amazônia” em vários telões localizados em pontos estratégicos do restaurante. Ao fim da exibição, todos sorriam orgulhosos por fazer parte do projeto. “Eu tive vontade de chorar de tanta emoção. Eu quis participar dessa minissérie desde o momento em que eu soube que ela existiria. E agora eu estou aqui”, desabafou Letícia Spiller.

Manifesto pela preservação - Em seguida, numa imensa tenda armada ao lado da churrascaria, tendo as luzes da Baía de Guanabara como vista, a cantora Marina Elali abriu a pista de dança, cantando para as centenas de convidados. Enquanto isso, a atriz Christiane Torloni mobilizava todo mundo a assinar um manifesto redigido pelo colega Juca de Oliveira pela preservação da Floresta Amazônica, que eles pretendem entregar em breve ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estiveram na festa os atores José Wilker, Alexandre Borges, Julia Lemmertz, Christiane Torloni, Eva Todor, Tânia Alves, Deborah Bloch, Paulo Betti, Eduardo Galvão, Victor Fasano, Emilio Orcciolo Neto, Giovanna Antonelli, Antônio Pitanga, Letícia Spiller, Paulo Nigro, Franciely Freduzeski, Malu Valle, Humberto Martins, Odilon Wagner, Jackson Antunes, Mussunzinho, Betty Gofman, Suyanne Moreira, Osmar Prado e muitos outros. A produção exigiu 150 profissionais, 20 toneladas de equipamento e mais de 16 mil peças de figurino.

“Amazônia” é dividida em três fases. A primeira revela os heróis que batalharam para conquistar a independência do Acre, entre eles o advogado José de Carvalho (Juca de Oliveira), que expulsou os bolivianos da região.

A segunda fase, com o Acre já declarado Estado independente por Luiz Galvez (José Wilker), aborda a decadência da borracha com tramas ficcionais.

Outro herói da história, o militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que declarou o Acre território brasileiro em 1903, será mostrado na terceira fase. O mesmo período conta a vida do seringueiro Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), assassinado em 1988 por denunciar a ação predatória contra a floresta amazônica e as ações violentas dos fazendeiros da região.

Trama atraiu atenção da população durante o primeiro capítulo

Whilley Araújo

Grande parte da população acreana passou a noite da terça-feira em casa, com os olhos grudados na TV esperando a estréia da minissérie Amazônia - de Galvez a Chico Mendes. O primeiro capítulo da trama empolgou os acreanos, que prometem acompanhar a minissérie durante os dois meses em que ela estará no ar.

Veja a seguir a avaliação de algumas pessoas que assistiram ao primeiro capítulo da superprodução que conta parte da história do Acre.

Regiclay Saady“Era exatamente o que eu esperava que fosse, na hora que começou a minissérie não levantei mais do sofá. Assistirei hoje de novo, não teria uma hora melhor para esta minissérie ir ao ar, as pessoas terão uma outra visão do Estado após essa produção.” (Iolanda da Costa, servidora pública)



Regiclay Saady

“Toda a família se reuniu na minha casa horas antes da estréia da minissérie, coisas deste tipo é bom assistir todos juntos. A expectativa é que a empolgação aumente ainda mais durante a chegada de um novo capítulo.” (Raquel Araújo da Silva, autônoma)

 

 

Regiclay Saady
“Eu pude ver somente o começo porque tinha alguns compromissos e mesmo assim já achei bom, pois já falaram um pouco do Acre. Com essa minissérie o nosso Estado vai ser lembrado por muito tempo, mas acredito que o ideal seria que a mídia mostrasse um pouco do que é o Acre hoje, para que todos os brasileiros soubessem como esta região está desenvolvida.” (Walter Mendes, comerciante)

 

 

Regiclay Saady

“Achei o primeiro capítulo ótimo, é muito satisfatório ver parte da história do Acre ser contada para todo o país. Isso alavancará o desenvolvimento local, e o Estado terá que se preparar para receber um grande número de visitantes nos próximos anos, que virão conhecer melhor o Acre.” (Rosmar Santos, aposentado)

 

Regiclay Saady

“Quando começou a minissérie a vizinha deu um grito para me avisar, sem saber que eu já estava em frente à Tv há bastante tempo esperando a estréia. Não irei perder nem um capítulo e ainda gravarei, pois sei que vou querer assistir muitas vezes.” (Vanessa Ferreira, comerciante)

 

 

Regiclay Saady

“Acredito que será muito boa a minissérie, mas acho também que eles teriam que dar mais destaque para o Acre, mostrou muito o Amazonas. Mesmo assim, todos os acreanos não vão deixar de assistir nenhum capítulo da trama, é uma história bem interessante.” (Eliane Caroline, vendedora)

 

 
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Rio Branco-AC, 4 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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