OPINIÃO
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Do Editor

 

Ruas de ninguém

Na manhã de ontem, por volta das 10h30, a rua Arlindo do Porto Leal, no Centro da cidade, ficou fechada por cerca de 30 minutos. Mas não era obra da prefeitura, algum acidente ou mesmo uma manifestação de estudantes ou professores. Nada disso. Era apenas um caminhão-pipa que abastecia a caixa d’água do Café do Teatro. O caminhão parou mesmo no ponto em que aquela rua faz interseção com a avenida Brasil.

A Arlindo do Porto Leal é aquela rua onde está localizada a Assembléia Legislativa e a matriz dos principais bancos da cidade, portanto é uma da mais movimentadas do centro, principalmente no horário comercial.

A situação relatada acima é apenas um dos muitos abusos cometidos diariamente na cidade. São carros nas calçadas, cruzamentos fechados nos momentos nos momentos de pico, motoristas que param em fila dupla, outros que não respeitam as faixas de pedestres e outros absurdos semelhantes.

As ruas da cidade viraram terra de ninguém, um local onde transitam motoristas mal-educados, ciclistas atrevidos e pedestres despreocupados com a própria vida. Todos fiscalizados por policiais arrogantes e muitas vezes despreparados para o trabalho que desenvolvem.

A verdade é que Rio Branco cresceu pouco para a quantidade de carros que tem. Os problemas conseqüentes são muitos e a solução deles depende de todos, sejam motoristas ou ciclistas, guardas ou pedestres. Essa é a verdadeira condição para a paz no trânsito.

 

 
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Rio Branco-AC, 4 de abril de 2007
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