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Greve: quem ganha com ela? O sindicalismo brasileiro precisa repensar suas formas de luta. Seu principal instrumento de luta, a greve, já não surte mais os mesmos efeitos conseguidos outrora, nas décadas de 1970 e 1980. O que se percebe é que, em vez de ganhos reais para as categorias profissionais, o que se consegue são prejuízos na ponta final do processo produtivo, de consumo ou social. No caso do social, como nas greves de educação ou saúde, por exemplo, os prejuízos são incalculáveis. No Acre, professores e pessoal de apoio estão num processo de greve que tem como objetivo principal conseguir aumento de salário ou a chamada isonomia salarial, que é a equiparação dos salários da categoria aos dos demais profissionais de outras secretarias do Estado. Se justas ou injustas as reivindicações, não importa no momento, importa, sim, saber que os prejudicados serão sempre os alunos e suas famílias. São esses que pagarão pelo não entendimento entre patrões e empregados. E não adianta argumentar o contrário. No final, não há dúvidas de que todos perdem. Na Ufac também correm rumores de greve. A academia ficou parada por cerca de 100 dias há dois anos. Até agora não se sabe quais foram os ganhos reais que os manifestantes tiveram. Ficaram apenas o desgaste da categoria e o descrédito de uma instituição que há muito vem perdendo a qualidade na prestação do serviço que propôs constitucionalmente. Por fim, vale torcer para que a greve não se prolongue. Assim, os prejuízos serão menores. |
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