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ONGs em defesa da Amazônia

Ações em favor do meio ambiente se multiplicam


Representantes de ongs lutam pela preservação da Amazônia

Giselle Lucena

Com missões voltadas a promoção de cursos de educação ambiental, planejamentos do uso da terra, manejos florestais e políticas públicas em defesa do meio ambiente, as ONG’s a cada dia ampliam as suas metas e conquistas em valorização e uso racional da biodiversidade amazônica.

Nas últimas duas décadas, as organizações não-governamentais têm tido um papel preponderante na preservação do meio ambiente. A maioria delas é composta de profissionais especializados em áreas ligadas às questões ambientais, atuando como consultores e técnicos que desenvolvem projetos de preservação ou de conscientização das comunidades.

Por serem instituições sem fins lucrativos, os recursos, na maioria das vezes, vêm de projetos firmados com outras instituições afins, bancos, ou governos interessados na preservação ambiental.

Conheça a seguir algumas das Ongs que atuam no Estado.

Sistema integrado de gestão ambiental

O Consórcio Amazoniar visa criar um sistema integrado de gestão ambiental e uso sustentável dos recursos naturais no Sudoeste da Amazônia com a participação de cinco organizações não governamentais brasileiras: WWF Brasil; Associação SOS Amazônia; FSC Brasil; Associação Kanindé e Centro dos Trabalhadores da Amazônia (CTA). Alberto Tavares, mais conhecido como Dande, gestor técnico do Consórcio Amazoniar, explica que a organização influencia políticas públicas ambientais e florestais por meio da produção de conhecimento e da formação em práticas de uso sustentável da floresta, promovendo a ocupação ordenada do sudoeste da Amazônia e a inclusão social dos grupos locais. Outro eixo de atuação do Consórcio Amazoniar é na certificação florestal pelo sistema FSC e a auto-gestão das comunidades locais, agregando valor aos produtos e ampliando sua participação no mercado.

A certificação da Madeira

Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC) realiza ações voltadas para a certificação da madeira. “Ele está sensibilizando o consumidor para adquirir produtos certificados; são relações voltadas para o mercado e para a origem do produto, dessa forma, o consumidor pode saber se o produto que ele está comprando é de origem ilegal ou não”, explica Magna Cunha, coordenadora do Setor de Produção de Conhecimento do CTA.

A Marca – Segundo Dande, o FSC faz a gestão da marca, define padrões da certificação e faz o trabalho de seleção das empresas que irão fazer a auditoria dos processos de certificação. O processo do manejo associado à certificação sócio-ambiental cria um grande potencial no mercado consumidor. “Temos um potencial muito grande com produtos da Amazônia, pois em termos de visibilidade de marca, ela só perde para a Coca-cola em relação a aceitação do nome no mundo inteiro”, afirma. Segundo ele, o FSC garante que o consumidor conheça todo processo do qual o produto passou, que contribui com a conservação da Amazônia e com o aumento da renda das populações tradicionais da floresta. “Estes são fortes apelos que o produto tem, muita gente está disposta a pagar por eles”, ressalta.

Organização fundada por Chico Mendes

O Centro de Trabalhadores da Amazônia (CTA) é uma organização não governamental que existe há 21 anos. “Ela nasceu junto com os movimentos sociais, foi fundada por Chico Mendes, e tem um forte compromisso com a questão da saúde, educação, e com a produção e uso da terra”, explica Magna. Ela conta que o CTA formou lideranças e seringueiros através do projeto poronga; trabalhou através da formação de agentes de saúde e, na questão do uso da terra, trabalha com o manejo florestal de uso múltiplo.

Uso múltiplo - Consiste em utilizar de forma racional e combinado todo recurso que a floresta tem disponível. “É uma prática tradicional que as comunidades fazem há muito tempo e que, na verdade, a gente está fortalecendo e organizando para inserir os produtos no mercado”, explica.

Defendendo a floresta

A associação SOS Amazônia foi fundada em 1988 com o objetivo de denunciar as agressões à Floresta Amazônica, apoiar o movimento de resistência dos seringueiros aos desmatamentos das florestas do Acre e colaborar com a formação de uma opinião pública que valorizasse a conservação e a preservação ambiental.

WWF Brasil em parceria com Peru e Bolívia

Dande explica que no Acre a WWF - Brasil está desenvolvendo o “Programa Amazônia”, que são ações voltadas pro sudoeste da Amazônia. Além disso, pretende-se formar uma associação com a WWF Bolívia e WWF do Peru. “A dinâmica dos processos ecológicos se dá além das fronteiras geopolítica. O Rio Acre nasce do Peru, então a gestão da bacia hidrográfica do Rio Acre tem que se dá considerando também o que acontece no Peru. Os animais não reconhecem as fronteiras, as sementes, a dinâmica da floresta não reconhece as fronteiras”, explica.

n Associação Kanindé

Organização não governamental, sem fins lucrativos, que atua em atividades como: ações de vigilância e fiscalização da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau e do Parque Nacional de Pacaás Novos (RO); estudos e diagnósticos; avaliações ecológicas; educação ambiental; entre outras. “A ONG é formada de pessoas que foram expulsas da FUNAI por ser contra a venda ilegal de madeira de terras indígenas, ou que trabalhavam em outras ONG’s e que discordaram da forma de como se trabalhava com os índios”, explica Ivaneide Bandeira, uma das responsáveis pela a associação. Além disso, a associação Kanindé tem desenvolvido atividades em valorização da cultura indígena, resgatando rituais que há muito tempo não eram praticados.

 
 
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Rio Branco-AC, 4 de setembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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