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Do Editor |
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Cento e três anos de história Considerado o bairro mais antigo do Acre, o Seis de Agosto comemora neste domingo o 103º aniversário de uma epopéia iniciada apenas dois anos depois do primeiro disparo de espingarda da Revolução Acreana de 1902, que culminaria na anexação deste pedaço de selva sul-americana ao Brasil pouco tempo depois. Apenas o rio, o velho e lendário Rio Acre, permanece como testemunha imortal daquele varadouro rasgado por algumas dezenas de pais de família no limiar do século passado. Vieram, mais ou menos nessa ordem, a estrada de chão batido e empoeirada, o tijolo, o asfalto, mercado, igrejas, bares, uma multidão de bares, transformando o local num dos mais efervescentes redutos boêmios da cidade. Em tudo o Seis de Agosto parece diferente dos outros bairros. Nem os mais de 35 anos de entretenimento propiciado pela TV dentro de cada lar tiveram capacidade de dispersar as famílias do tradicional costume das reuniões à beira do meio-fio ou sobre bancos toscos construídos em mutirões muitas vezes regados a uma boa aguardente. A maior parte deixou este mundo, mas ainda se vê gente investigando a que horas fulano chegou em casa na noite passada ou quantos namorados a garota colecionou de janeiro para cá. Isso é folclore. Aos milhares de moradores do bairro Seis de Agosto, a saudação de todos aqueles que não tiveram (nem têm, infelizmente) o privilégio de compartilhar a satisfação de manter as raízes genuinamente fincadas à beira de um rio que dá nome a este pujante Estado. |
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