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Integração na carretera Construtoras da Transoceanica financiarão projeto de turismo promovendo a inclusão social de comunidades beiradeiras |
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Levantar os potenciais existentes ao longo da Carretera Transoceânica, desde Rio Branco até Cusco, no Peru, promovendo o intercâmbio turístico entre os dois países, mas com a preocupação de incluir as comunidades que vivem à margem da Estrada nos benefícios que serão gerados pela estrada. Essa é a missão da comitiva composta por um representante do Consórcio Coniirsa, que está construindo a Estrada, um representante da Associação Peruana de Operadores de Turismo Receptivo e Interno (Apotur) mais dois consultores de turismo peruanos que estiveram reunidos na tarde de ontem com o secretário estadual de Turismo, Cassiano Marques, no auditório do Sebrae, para conhecer o programa de roteirização turístico do Acre e debater propostas de ação conjunta. Segundo Luiz Felipe Raffo o presidente da Apotur a passagem por Rio Branco faz parte do levantamento de potencialidades turísticas existentes ao longo de toda a estrada para que com essas informações possa ser elaborado um plano de ações que melhores o fluxo de turistas nos dois sentidos. “A maior parte do que temos hoje, ao longo da estrada são comunidades bastante pobres sobrevivendo da agricultura de subsistência, garimpo artesanal e retirada de madeira e não há dúvidas de que, em três anos, quando esta estrada entrar em operação, aquelas comunidades, hoje praticamente isoladas do mundo, sofrerão um grande impacto e cabe anos minorar suas conseqüências negativas através da inclusão delas nesse novo contexto econômico a fim de que possam ser beneficiados por ele”, explicou Raffo. Exemplificando de modo simples o que está acontecendo, antes do início das obras, há pouco mais de um ano, o tempo de viagem entre Cusco e Maldonado era de mais de 30 horas e agora está reduzido a pouco mais de 15 horas. Haviam, então, duas empresas explorando o transporte de passageiros nesse trecho, agora, um ano e meio depois já existem 14. O mesmo vem acontecendo no que se refere ao comércio e outras atividades que, conforme sejam administradas, poderão impactar positiva ou negativamente sobre aquelas comunidades. “O que temos ainda é uma estrada em obras e com trânsito precário, mas que já transforma tudo, dos pontos de vista social e ambiental, ao longo de seu caminho e cabe a nós direciona-lo para que as pessoas sejam beneficiadas por este processo de integração que interessas a nossos países”. Responsabilidade social - Para Richard Dias o gerente de relações institucionais do Consórcio Coniirsa a obra da estrada do Pacífico ´precisa ser entendida em três diferentes circunstâncias. Nesta primeira há a construção que está sendo feita pela Conirsa que é composta por quatro empresas sendo uma brasileira (Construtora Norberto Odebrecht) e três peruanas, que concluirão seu trabalho em três anos. Outra é a concessão do trecho para a exploração comercial por 25 anos como pagamento pela obra que agora está sendo realizada pelas três empresas. Nesse meio está a terceira missão, que não faz parte do contrato, ma tornou-se um investimento prioritário para o consórcio Conirsa como parte de sua responsabilidade social e ambiental ao longo da estrada. Isso se traduz na contratação de consultores e especializados em turismo sócio-ambiental para que elaborem um plano de aproveitamento dos potenciais turísticos existentes ao longo desta estrada, como também os pontos de parada que oferecerão maior comodidade àqueles que estiverem se deslocando entre a selva e montanhas peruanas. “Neste primeiro momento estamos percorrendo a estrada e levantando potenciais a serem transformados em produtos que serão oferecidos como atrativo a fim de criar um fluxo de turistas integrando nossos países nos dois sentidos. Este projeto não é uma obrigação, mas vai acontecer por uma decisão da empresa dentro de sua responsabilidade social”, garante Richard. A comitiva composta também pelos consultores de turismo Elmer Barrio de Mendoza e Pedro Isique estiveram reunidos com o secretário Estadual de Turismo, Cassiano Marques que esclareceu. “Durante o raid promovido pela Toyota estivemos reunidos com os representantes do turismo e da Coniirsa, em Cusco, lá nos colocaram a proposta desse estímulo ao turismo, mas que só ia até Iñapari, então fizemos ver a eles que a integração só se concretizará de fato se ligarmos Rio Branco a Cusco e é isso que está sendo trabalhado a partir de agora, ativando nesse processo o nosso roteiro turístico a Caminho do Pacífico”. |
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