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Sebrae profissionaliza artesanato no Vale do Juruá Cursos e oficinas ajudam artesãos a se organizar e melhorar a produção de peças para comercialização Sandra Assunção O artesanato de fibras e sementes das cidades do Vale do Juruá está se profissionalizando e despontando no cenário produtivo do Estado graças á cursos e oficinas ministrados pelo Sebrae, que também está organizando os grupos em associações. Com as associações, os artesãos vão poder comprar matéria prima em maior quantidade e com custo menor e ter mais facilidade para acessar créditos bancários. Alcançando o profissionalismo As peças de alguns artesãos feitas de fibras de buriti e sementes de açaí e outras, já chegam á estados, como Minas Gerais e São Paulo.Mas os cerca de 80 artesãos de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, trabalhavam separadamente, sem mercado e noção de preços adequados para os produtos.Desde o início deste ano, a gestão do Grupo de Artesanato que funcionava em Rio Branco foi descentralizada, passando a ser gerenciada pelo Sebrae de Cruzeiro, o que segundo a gestora Láis Mappes, facilitou a execução das ações do projeto. Vários cursos já foram ministrados nas três cidades. Com o artista plástico Gesileu Salvatore, os artesãos aprenderam a industrializar e imunizar as sementes, evitando riscos de alergia para os usuários. Antes do curso, todos compravam as sementes já industrializadas de Rio Branco, o que encarecia o produto final. Desde o início de abril os artesãos de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio lima, participam dos cursos de formação de preços, de associativismo e da oficina de design em fibras. Nas três cidades, o Sebrae está prestando consultoria para que os artesãos formem associações. De acordo com Emanuel Jorge Savino, um dos consultores do projeto, a associação traz muitos benefícios para os artesãos, como a compra de matéria prima em maior quantidade e mais barata. “Além disso, as associações podem participar de rodadas de negócios e feiras dentro e fora do Estado e obter por exemplo financiamentos bancários com maior facilidade ”, explica Jorge. Em Cruzeiro do Sul os artesãos de fibras já trabalham em associação, agora os que trabalham com sementes estão se organizando. A artesã Ângela Normando diz que o aprendizado do curso vai possibilitar a formação de uma associação que beneficie a todos igualmente. “A tendência das associações é que a diretoria sempre se beneficie mais. Mas todos os associados têm que ter a visão de que são sócios, têm direitos iguais”, explica. Em Mâncio Lima os artesãos de fibras e sementes também estão formando associação. De acordo com a gestora do Projeto de Artesãos do Juruá, Laís Mappes, o apoio das prefeituras das três cidade, por meio das secretarias de Ação Social tem sido decisivo. “ O artesanato é um setor forte da economia e as prefeituras estão se mobilizando para apoiar os projetos e as associações”. Agronegócio urbano gera empregos Juracy Xangai Enquanto os empregos vão rareando cada vez mais, as pessoas continuam precisando comer, por isso o setor alimentação é um dos que consegue sobreviver à maior parte das crises do sistema produtivo e comercial de um país. Exemplo prático dessa situação é a horta que há mais de dez anos vem sendo cultivada junto ao Hospital Santa Juliana, no Bosque, produzindo alimentos e empregos. Neste momento quatro pais de família sobrevivem dessa horta que além de abastecer a cozinha do hospital com verduras frescas, também é vendida ao público nas manhãs das quartas e sábados, sempre das seis às dez da manhã. Edson Lopes Nascimento, 29 anos trabalha há dois anos e meio na horta onde lidera a equipe nos trabalhos do dia a dia. Ele esclareceu que: “A horta pertence ao hospital, nós somos empregados assalariados. Toda nossa produção é vendida aqui mesmo, o que não falta é freguês querendo as verduras fresquinhas”, declara sem esconder uma ponta de orgulho : “Eu fico muito satisfeito porque aqui consigo ver o meu trabalho dando frutos que alimentam as pessoas”. Couves, alfaces, salsa, coentro, rúcula e outros como pepino e até tomates são cultivados conforme a época do ano. As cebolinhas, por exemplo, durante o inverno são produzidas debaixo dos túneis de plástico, mas no verão crescem melhor a céu aberto. Assim cada planta tem seu sistema e nunca falta o que fazer na eterna faina de limpar e refazer canteiros. “Fiz cursos de venda, trabalhei vendendo livros e enciclopédias, ganhava até bem, mas a concorrência era muito grande, fui trabalhar em obras, só que era pesado demais. Quando me convidaram para trabalhar na horta fiquei meio desconfiado, mas agora não vejo serviço melhor”, diz Albeci de Souza, 25 anos, um filho que complementa: “Aqui a gente trabalha das seis às dez da manhã, pára e volta das duas às seis, com isso tenho tempo para resolver minhas coisas, comer direito e descansar com todos os meus direitos de trabalhador garantidos. Prá mim está muito bom. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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