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FRASE “É perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão erradas.” Voltaire Mais fidelidade Nilson Mourão (PT) estará em evidência esta semana. Terça-feira, o TSE vai responder uma consulta de sua autoria sobre a fidelidade partidária para ocupantes de cargos majoritários - senadores, governadores, prefeitos e presidente da República. A tendência é de que os ministros sigam o que foi decidido em relação a deputados e vereadores. Pergunta de Nilson O deputado petista perguntou ao TSE se os candidatos eleitos nas eleições majoritárias também estão sujeitos à perda de mandato caso mudem de sigla partidária. O entendimento do ministro Marco Aurélio Mello é: “O sistema eleitoral é o mesmo. Muito embora não se tenha, nos pleitos majoritários, a definição das cadeiras pelos votos dados às siglas, deve-se considerar que não há no Brasil candidaturas avulsas. A participação dos partidos é efetiva”. Tipo de pelada Cena: pelada disputada com fervor no campo do sindicato dos servidores da Aleac. Chateado com desempenho de um colega de time, um deputado que participava da disputa reclamou acintosamente. Com calma, o pouco habilidoso peladeiro retrucou: “Se o senhor tivesse trabalhado o tanto que trabalhei hoje, não estaria nem aqui. Pedalo trinta quilômetros para ir e vir à olaria onde trabalho. Hoje, bati treze milheiros de tijolos”. O parlamentar pediu desculpas, entrou na sua camionete e foi embora. Fora das características Observador da política do Acre chama atenção para uma mudança de estratégia que ocorre na FPA. Ao decidir declarar apoio à reeleição do prefeito Raimundo Angelim (PT), a coligação altera uma das suas principais características: antecipar o debate eleitoral. Tempo ao tempo Historicamente, a FPA sempre tocou o barco construindo possibilidades e executando obras. A definição de candidatura ficava apenas para o prazo limite previsto pela legislação eleitoral. Apesar de todos saberem quem seria o candidato majoritário, sempre era mantido um ar de incógnita. Quinze na rua Pré-candidato a prefeito de Rio Branco pelo PMDB, o engenheiro Edílson Cadaxo aposta na força do número 15 para vencer as eleições no próximo ano. Cadaxo também joga as fichas na militância peemedebista para poder levar a disputa ao segundo turno. Fato concreto Eleição com dois turnos em Rio Branco deixou de ser uma possibilidade para tornar-se algo concreto. Não resta a menor dúvida de que haverá mais de 200 mil eleitores na capital em 2008. Num cenário desses, as estratégias terão que ser reformuladas. Dois fora Nas pesquisas que forem feitas para consumo doméstico, não é recomendável pôr os nomes de Marcio Bittar (PPS) e Flaviano Melo (PMDB). Os dois rechaçam qualquer possibilidade de concorrer a prefeito de Rio Branco. Dentro do jogo Mesmo declarando que não pretendem disputar a prefeitura da capital, Flaviano Melo e Marcio Bittar estarão dentro do jogo apoiando seus candidatos. Ambos têm influência em boa parte do eleitorado. Dupla saída Ao sair da política partidária para concorrer à vaga de conselheira do TCE, a deputada Naluh Gouveia também será obrigada a abrir mão de duas bandeiras de luta que consumiram boa parte da sua vida: o PT e a defesa dos trabalhadores em educação. Vago educacional Com Naluh fora da luta, os trabalhadores em educação sentirão um vácuo muito grande na sua representatividade. A parlamentar tem uma identificação com o movimento semelhante àquela que o quadro tem com o giz. Levará tempo para uma nova liderança emergir do setor. Ausência do líder Entre os comunistas que foram prestar apoio a Raimundo Angelim (PT) na sexta-feira, não estava presente o líder do prefeito na Câmara, Márcio Batista, que viajou a São Luiz (MA) para acompanhar o tratamento de saúde da filha Íris. Governadoráveis Agora o PSDB tem dois candidatos a governador derrotados nas eleições de 2006: Tião Bocalom e José Wilson, que trocou o PSOL pelo ninho tucano. Juntos, tiveram 35.820 votos. O novo filiado contribuiu com apenas 1.068 sufrágios. Nó da cana Ao determinar o cancelamento da licença de operação para a Usina Álcool Verde, a Promotoria do Meio Ambiente poderá provocar um impacto econômico e social maior do que o ambiental. Muitos trabalhadores poderão ser demitidos. Nesse caso, é recomendável o bom senso. Reunião na usina Ontem, foi realizada uma reunião na Usina. Os diretores deliberaram pela redução de pessoal. Resta saber para onde vão esses desempregados. Como certa vez disse o poeta, “sem o seu trabalho o homem não tem honra”. Troca do animador A primeira substituição que os diretores do Rio Branco Futebol Clube devem fazer para ganhar do ABC de Natal hoje, no Arena da Floresta, é a do animador. O rapaz que fica ao microfone parece que narra velório. Assediado por vários partidos, o presidente da Câmara de Vereadores de Feijó, Marcos Cavalcante, trocou o PMDB pelo PSB. Fez uma análise e aceitou o convite do deputado estadual Walter Prado. Os socialistas ficam com três parlamentares no município. Kieser Outro reforço do PSB foi a filiação do empresário Kieser Cavalcante. Irmão do presidente da Câmara, o novo socialista pretende concorrer a prefeito de Feijó. Com um nome enrolado desses, terá que ser bom de lábia para ensinar a pronuncia correta aos eleitores. Insistência Pedrinho Oliveira (PMN) vai apresentar mais projetos tornando de utilidade pública várias associações de moradores. Semana passada, dez projetos desse tipo receberam parecer contrário na Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da Câmara vai continuar insistindo. Falta de prestígio Vando Torquato passou uma semana mobilizando a população para o I Encontro do PP em Tarauacá. Os carros volantes do prefeito chegaram a disputar com a procissão de São Francisco. Foi um fiasco. Nenhuma liderança expressiva do município foi prestigiar o evento. Fala-se em castigo. Conversa na capital Esta semana, o ex-vereador Chagas Batista (PC do B) e o ex-prefeito Jasone Silva (PT) vêm a Rio Branco conversar com lideranças da FPA. Chagas e Jasone são nomes fortes para ganhar a disputa para prefeito de Tarauacá. Basta marcharem unidos e na mesma direção. |
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