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Mulheres acreanas vão às ruas pedir respeito Passeata aconteceu na manhã de ontem como parte das atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher |
![]() Mulheres fizeram manifestação pelas principais ruas do centro da cidade |
Mais de cinqüenta mulheres participaram de uma passeata ontem no centro da cidade, pedindo mais respeito aos seus direitos e o fim da violência doméstica. A atividade fez parte da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje em todos os países, sempre com engajamento na luta por um espaço que os movimentos feministas esperam conquistar a partir dessas incitativas. No Estado, a passeata foi coordenada pela Articulação de Mulheres do Acre, que possui em sua composição dezenas de entidades agregadas, entre elas a Central Única de Trabalhadores (CUT), por meio da Secretaria de Mulheres, e a Rede Acreana de Homens e Mulheres. Com concentração na praça localizada em frente à Maternidade Bárbara Heliodora, os participantes do movimento expuseram faixas, cartazes e outros materiais transmitindo mensagens de paz e de avanço por um mundo mais justo. O tema central da atividade tem como base o combate a violência, o que hoje é o maior problema enfrentado pelo “sexo frágil”, segundo a secretária executiva da articulação, Nadir Morais. “O maior objetivo de estarmos aqui é dizer para a sociedade que precisamos estar unidos para dar um basta em todos esses problemas que a mulher vem enfrentando. Chega de violência. Queremos viver com respeito e na paz”, destacou a secretária. Outros temas também foram abordados na mesma oportunidade. A coordenação do Programa Estadual DST/Aids, por exemplo, esteve na luta na tentativa de alertar as mulheres para terem cuidados com as doenças sexualmente transmissíveis. “Hoje a mulher é a maior vítima desse problema. De 1998 para 2006 foi registrado um aumento de 44% de mulheres infectadas com o vírus da Aids no país”, disse o coordenador Francisco Dantas. Ele reforçou que o Estado possui um serviço de comunicação para que as mulheres possam se informar de assuntos diversos, bem como relacionados a saúde e às denúncias. Para isso, basta ligar no número 180 e um atendente prestará a informação solicitada. Algumas reivindicações do movimento feminista Direito à terra e à moradia para as mulheres, o que possibilita renda no campo e uso dos espaços urbanos para fins econômicos. Redução da jornada de trabalho e das horas extras, para que se abram mais postos de trabalho para outras mulheres. Direito universal da aposentadoria, independentemente de contribuição. Regulamentação do trabalho terceirizado e proteção do trabalho informal. Alternativas para enfrentar a pobreza entre as mulheres, distribuir a riqueza e construir uma outra economia solidária, justa e sustentável. Liberdade sexual, autonomia reprodutiva e autodeterminação sobre o seu corpo. |
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| Com Moisés Alencastro |
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