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Plácido herói Além do de Chico Mendes, o aniversário da morte de outro grande herói da História Acreana não merece apenas ser lembrado. Merece reconhecimento. Merece gratidão. Amanhã, fará cem anos que Plácido de Castro morreu vítima de uma emboscada. A memória do gaúcho que, mais do que qualquer outro nativo, lutou pela incorporação do Território do Acre ao Brasil durante a Revolução Acreana, merece ser tão condecorada quanto a do mártir seringueiro. Portanto, é oportuna a homenagem do governo do Estado ao coronel, estampando-o em selos e carimbos alusivos ao centenário da sua morte, além de preparar uma exposição com cerca de 150 peças relacionadas a ele – algumas vindas do Museu Gaúcho da Força Expedicionário Brasileira de São Gabriel (RS). São armas e equipamentos usados na Revolução ou pertences pessoais de Plácido, além de fotografias e documentos. A mostra pode ser apreciada no Memorial dos Autonomistas. A estampa dos selos circulará em nível nacional. Nada mais justo. Pois, graças a Plácido, sua disciplina e coragem, é que hoje se pode bater no peito e se dizer orgulhoso de ser acreano. Ou, antes, brasileiro. No entanto, Plácido de Castro merecia mais. Merecia, também - e por que não? - um Ano Plácido de Castro. “Ele é e permanentemente estará em nossa memória como um herói”, palavras do governador Binho Marques. Sendo assim, o centenário de sua morte também deveria ser lembrado com a mesma grandiosidade que a do outro grande herói, até mais famoso, mas em mesmo nível de importância para o Acre.
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