| COTIDIANO | |
Feirantes do Mercado Novo encontram meios para vender mais Frutas e verduras pré-prontas facilitam a vida das donas de casa |
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A pressa dos tempos modernos exige cada vez mais tempo para o trabalho e dedicação ao ócio. Com isso, as pessoas dão cada vez menos importância a atividades fundamentais e simples como o preparo de um bom almoço enquanto coloca a conversa em dia com a família e amigos, mas isso é coisa de antigamente. Nestes tempos de pagode, Domingão do Faustão, novelas e outros besteiróis enchendo domingos e o resto da semana, o negócio é fazer tudo o mais rapidamente possível pra encher o bucho e refestelar a banhas no sofá, controle remoto na mão e cara de peixe morto. E é em meio a esse “espreguiçar coletivo” que os feirantes do velho Mercado Novo viram oportunidade de melhorar seus ganhos e cativar clientes vendendo frutas e verduras descascados e picados, pré-prontos pra ir à panela. As talhadas de jerimum fazem parceria com as já picadas em cubinhos, castanhas descascadas, polpas de frutas, doces, couve fatiada e até paçocas de gergelim ou caju. Herança de nossos índios, a macaxeira ganhou “nova roupagem”, ou melhor, perdeu a roupa marrom para mostrar-se descascada, branca e limpa para alegria das donas de casa. “Fazem mais de 15 anos que trabalho aqui na feira do mercado vendendo macaxeira. Foi de uns dois anos pra cá que o pessoal inventou de vender assim, já descascada, dá mais trabalho, mas vende muito mais e com preço que compensa. Sem casca, os fregueses vêem que ela está boa, limpa e sem problemas, além de não dar trabalho pra mulher deles”. Explica Maria Nunes de Lima, 40, mais conhecida como “Socorro”, é mãe de cinco filhos e mora no bairro da Sobral observa: “Parece que hoje em dia muita mulher não sabe nem descascar a macaxeira, muitas chegam aqui e perguntam como é que faz”. Caprichosa, Socorro tira apenas a pele marrom numa extensão de 15 centímetros da ponta das macaxeiras que vende em casca a R$ 1,50 o quilo. A descascada no mesmo preço. “Tiro a pele para que o freguês não suje as mãos quando vai escolher o produto”. De mãe para filha Aos seis anos de idade “Regi”, como é a mais conhecida a feirante Regiane Vieira Nunes, 30 anos, mãe de seis filhos e que vive no Belo Jardim II, começou a ajudar sua mãe Maria das Graças, a “Boneca” vender beijus, tapiocas, pés de moleque, queijo fundido (garrafinha) pamonha e outros quitutes junto com castanha e frutas da temporada. “Sempre gostei de vir trabalhar aqui porque tem muito movimento e novidades, com o tempo minha mãe se afastou e eu continuei cuidando da barraca. Ela e minhas meninas me ajudam preparando as coisas lá em casa e, agora neste ano é que comecei a vender castanhas descascadas. Vendo a dois reais o pacotinho e o pessoal compra bastante. Eles dizem que dá muito trabalho descascar e tem deles que nem sabe como é que se faz para ficar assim, inteirinha”. Na mão Luzia Guerra Rabelo, 53 anos, mãe de dois filhos, empunha a faca e vai partindo dúzias de maracujá e depois usa uma colher para extrair a polpa que vai sendo recolhida num copo antes de ir para o saquinho que será vendido a R$ 4,0 o quilo. “Estou trabalhando neste mercado há 16ª nos e, além das frutas e verduras sempre vendi polpa, principalmente a de maracujá porque o pessoal acha que deste jeito ela renda mais e dá menos trabalho. Me dá mais trabalho, mas é mais cara, então rende no bolso. Eu gosto mesmo é de pudim de maracujá”. Desembananando As duas mil covas de banana e 50 pés de pupunha da nova colônia de Marineide Alves de Souza, 27 , mãe de dois filho e seu marido Nivando, no Projeto de Assentamento Moreno Maia, garantem com a lavoura branca o sustento da família. “O pessoal paga na base de um real, no máximo um e cincoenta o cacho de uma pupunha boa como a nossa, mas desgalhando e empacotando a gente vende a R$ 1,50 o quilo. Já a banana também pagam de R$ 1,50 a R$ 2 o quilo, um cacho dá bem mais de três quilos de doce, que a gente vende a R$ 1 o copinho de 250 gramas e não dá para quem quer. Por isso é que vale a pena beneficiar a produção da gente.” |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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