OPINIÃO
   OPINIÃO

Chico Bruno *

 

O construtor do novo Acre

A transformação do Acre começou com a eleição do petista Jorge Viana à Prefeitura de Rio Branco, em 1992. Ele imprimiu o novo na administração municipal. Cumpriu seu mandato de quatro anos e aguardou a chegada de 1998, para se eleger governador. Durante dois anos aguardou pacientemente, costurando uma aliança, que incluía, para espanto dos petistas do resto do país, o PSDB. Ainda, durante este tempo, acompanhou de perto a revolução sustentável que ocorria no Amapá, comandada, desde 1995, pelo governador João Capiberibe (PSB).

Ao assumir o governo em 1999, pegou a obra do Canal da Maternidade, que era ícone nacional de ladroagem e banditismo, haja vista o assassinato do governador do Acre em um hotel paulista, e a transformou em um ícone exemplar de como se executa uma obra em benefício do povo. O Parque do Canal da Maternidade é o começo da revolução acreana sob o comando sereno e seguro de Jorge Viana.

As obras e os programas desenvolvidos pelo governador Jorge Viana, em 8 anos, tem a marca do desenvolvimento sustentável, tão caro para aos homens e mulheres de boa fé da Amazônia. Ele conseguiu tirar o pequeno e distante Acre do isolamento.

Jorge fez com que o acreano resgatasse o orgulho em ser acreano. Despertou na sociedade a importância de lutar contra o crime organizado que corrompia o estado. Nesta luta conseguiu a adesão do então presidente Fernando Henrique. A vitória sobre o crime organizado foi decisiva, pois mostrou que a união entre governo e sociedade é fundamental para as coisas acontecerem.

E é a partir daí que as coisas começaram a acontecer no Acre com muita velocidade, mas dentro dos padrões do desenvolvimento sustentável.

Quem chega, hoje no Acre fica embasbacado. Rio Branco está impecável. O estado cortado por estradas que parecem um tapete. As informações, que recebo de pessoas que adotaram o Acre para viver, são unânimes em afirmar que tudo isso é fruto do trabalho de Jorge Viana.

Um dos empreendimentos vitoriosos de Jorge Viana foi resgatar de volta ao Acre Armando Nogueira, Glória Perez, Adib Jatene, entre outros. Mas a obra mais importante de Jorge é sem dúvida colocar o estado na história do Brasil.

A partir de 2 de janeiro, o Brasil começou a conhecer, finalmente, a saga dos nordestinos e brasileiros que construíram o pequeno, isolado e distante Acre.

Graças a Jorge Viana, um político sem arestas, polido, sereno, seguro e que, acima de tudo, é coerente.

Jorge Viana está à disposição do Brasil. Seu aproveitamento no segundo governo do presidente Lula é imperativo. O país não pode prescindir da competência política e administrativa de Jorge Viana.

Os adversários de Jorge, como não podem atacar-lhe a honra, alegam que o Acre não pode ter Marina e Jorge no ministério. Pregam na imprensa que o presidente Lula terá de escolher entre um ou outro.

Uma maldade, uma vingança de birro, bem ao estilo de quem a faz, que utiliza a oposição ferrenha que o PMDB do Acre faz a Jorge como pano de fundo. Quem conhece a política amazônida sabe quem é o construtor da intriga. Ele está a quilômetros do Acre, mas não perdoa Jorge pelo apoio coerente que deu aos seus adversários nas últimas eleições no Amapá e no Maranhão. Quem pensou no senador José Sarney (PMDB-AP) acertou na mosca.

O PT do Acre merece ter dois ministérios pelo que faz pelo estado, que deveria servir de exemplo para os petistas que irão assumir pela primeira vez os estados da Bahia, Sergipe, Pará e pelo governador reeleito do Piauí.

Aliás, deveria servir de exemplo para todos os petistas de todo o Brasil.

O presidente Lula está escaldado pelos dissabores do mandato encerrado em 31 de dezembro de 2006, se achar que não pode abrir mão de Jorge Viana, o nomeará. Se o fizer, fará justiça àcompetência, que anda tão escassa no país.

* Jornalista, radialista, publicitário e consultor político. Atualmente escreve sobre política no jornal Folha do Amapá e nos sítios Lauro City/Bahia, Primeira Hora/MT e Corrêa Neto/AP.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 9 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL