| POLÍTICA | |
Moradores do ramal São José reivindicam construção de ponte Passarela foi destruída após enxurrada no começo do mês passado |
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Há aproximadamente 30 dias, quando uma enxurrada derrubou a passarela que ligava o ramal São José (no final do bairro Seis de Agosto) ao Ramal da Judia, os moradores do local enfrentam diversas dificuldades de locomoção, sendo obrigados a atravessar o igarapé através de uma catraia. A passarela foi construída no ano de 2003, mas a reivindicação da comunidade sempre foi a construção de uma ponte, reclamação não atendida pelas autoridades competentes por alegação de que o local serviria como opção de fuga para ladrões de veículos e de outros produtos. “Sem a ponte os agricultores não têm condições de levar os seus produtos para serem vendidos, com isso, a produção acaba estragando. Sem falar que existe uma escola a 100 metros do igarapé, e uma outra próxima do local, onde os alunos estão tendo várias dificuldades para continuar freqüentando a sala de aula”, afirma Sonia Maria da Silva, diretora do Sindicato dos Extrativistas e Assemelhados de Rio Branco (Sinpasa). Para se deslocar de um ramal para o outro, os moradores precisam pagar R$ 1 para Maria Gomes da Silva, que é a pessoa que faz a travessia do igarapé por meio de uma catraia durante todo o dia. “Eu chego às 5 horas da manhã e fico até às 18 horas, muitas pessoas não querem pagar, mas não posso trabalhar sem receber nada”, diz Maria. A falta da ponte não é a única dificuldade enfrentada pela comunidade, o ramal São José e de difícil acesso, ficando praticamente sem condições de tráfego de pedestres durante períodos mais chuvosos do ano, como este. Sebastião Alves da Silva, que reside no ramal São José há dez anos, conta que a comunidade sempre sofreu as dificuldades. “Desde 1999 reivindicamos a construção de uma ponte, sem contar que o ramal é muito ruim e quando chove fica pior ainda”, ressalta. Ele ajuda a comunidade raspando o barranco que fica ao redor do igarapé, para que as pessoas possam chegar até a catraia. “Faço o que posso para ajudar a todos, mas precisamos urgentemente de uma ponte para que estes problemas, que não são poucos, diminuam”, pontua Sebastião. A diretora do Sinpasa afirma que já procurou o secretário Municipal de Agricultura, Mário Jorge Fadel, para tratar do assunto, porém, ele alegou que a prefeitura não tem recursos financeiros suficientes para solucionar o problema. |
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