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FRASE
“O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.” José Saramago, escritor português Porteira fechada Uma das grandes críticas dos partidos aliados ao governo Lula é que os ministros não tinham poderes para nomear cargos estratégicos dentro do seu próprio ministério. Por isso eles eram chamados de “Rainha da Inglaterra”. Apesar do cargo, não tinham poder algum. E ainda eram freqüentemente desautorizados por seus subordinados. Assim, uma das exigências dos partidos da base aliada para o segundo mandato de Lula é que os ministérios lhes sejam dados de “porteira fechada”, ou seja, carta branca para nomear quem quiser. “Do vera” Para quem duvidava, o presidente Lula está mesmo disposto a aceitar a reivindicação da base sobre a distribuição de ministérios aos aliados com todos os cargos comissionados. A demonstração disso pôde ser vista no Ministério da Cultura. Gilberto Gil (PV) demitiu o presidente da Funarte, Antonio Grassi, e o secretário de Articulação Institucional, Márcio Meira. Ambos são ligados ao PT. Também não deixa de ser uma sinalização concreta da permanência de Gil na pasta. Projeto alternativo O coordenador político do Planalto avalia que os petistas têm quatro anos para construir esse “projeto alternativo” se quiserem influir na sucessão de Lula e não cair “no isolamento ou no autoritarismo”. “A liderança do presidente é muito maior que a do partido... Lula é o PT em dobro”, acrescentou. “O presidente não está governando para o PT, mas para uma frente heterogênea, com um programa que não é o programa do PT.” Nada de terceira via Ao fim da tarde de ontem, o grupo de deputados que articula uma terceira candidatura à Presidência da Câmara fechou a reunião sem a decisão. Apenas um documento com três pontos e a promessa de uma nova reunião, na próxima terça-feira em Brasília, estão certos. O papel estabelece os princípios que o próximo presidente da Câmara deveria adotar, como autonomia em relação ao Executivo e a “reconstrução das pontes” com a sociedade. Apenas o último ponto sugere o lançamento de uma terceira via, ainda indefinida e incerta. Diz o texto que o grupo, que ontem reuniu 17 deputados em São Paulo, não pode apoiar quem tenha ligações com fatos que ajudaram a desgastar a imagem da Casa. |
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