| OPINIÃO | ||
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Romerito Aquino * |
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| Treplicando - sertanista Macêdo foi, sim, avisado da entrevista Em artigo na edição de ontem deste jornal com o título “Replicando”, o sertanista Antônio Macedo diz ter ficado surpreso ao perceber que o “telefonema informal” que recebeu de mim na tarde do dia 01/04/2007 “havia se transformado em uma entrevista”. Na realidade, ao longo de mais de meia hora de conversa que tive pelo telefone com o sertanista, ele foi, sim, avisado que o nosso papo seria usado para fazer uma entrevista sobre a proposta de prospecção de gás e petróleo de autoria do senador Tião Viana. Num dos trechos da nossa conversa, que foi toda gravada, eu falei para o sertanista: “Esse papo nosso vou usar para fazer matérias, artigos etc”. Portanto, não há razão alguma para o sertanista evidenciar “surpresa” ao ler entrevista que publiquei com ele na edição da última sexta-feira (04/05/2007) deste jornal. Confesso agora que surpreso fiquei eu ao ler na segunda-feira e-mail do sertanista, datado de sábado (05/05/2007), que me foi repassado pela editoria do jornal, contendo o seu “Replicando”. Mesmo sem saber que o jornal iria publicar o referido texto na edição de ontem, tive o cuidado e a obrigação de, em nome da ética e da amizade que mantenho com Macedo desde o início da década de 80, lhe mandar um e-mail esclarecendo a minha posição na história da entrevista. Publico, a seguir, o e-mail que mandei para o sertanista, com quem já mantive outras conversas pessoalmente ou por telefone que resultaram em outras matérias. Sem nenhuma surpresa. “Meu prezado e querido Txai Macedo, Li atentamente o teu replique em relação à entrevista que publiquei com você no Página 20 e pude perceber que você concorda com tudo que foi publicado. E que acrescenta informações e mais esclarecimentos sobre o tema. Portanto, você não aponta em nenhum momento que eu tenha faltado com a verdade naquilo que conversamos por telefone. Ou seja, considero que fui ético e fiel com a sua entrevista, coisa que faço durante os meus 30 anos de jornalismo, muito dos quais dedicados à luta dos povos indígenas e outros povos tradicionais de nossa terra e do qual me sinto irmanado porque também sou “um índio” que nasceu numa grande colocação chamada Rio Branco. Na minha época, a capital era bem pequeninha, não passando de uma grande colocação, onde a gente se encontrava e vivia o cotidiano junto com seringueiros e índios. Outra coisa que acho importante relembrar você foi que eu te disse no telefone que aquele papo iria ser usado como subsídio em matéria jornalística. Quanto ao foco dos assuntos, nós dois fomos decidindo eles na medida em que conversávamos. E é normal o jornalista perguntar coisas que estão acontecendo e naquele momento o que estava acontecendo era o Papo de Índio dos três antropólogos (Mauro Almeida, Marcelo Piedrafita e Edilene Coffaci) sobre um assunto que está mais do nunca em voga na imprensa acreana. Portanto, amigo Macedo, tenho a consciência limpa de que fui totalmente honesto profissionalmente com você e com a importância que você representa para o desenvolvimento sustentável de nossa terra. Não se preocupas porque intelectual não morde e não faz mal a ninguém. O importante é você continuar com o seu fabuloso trabalho em favor dos povos tradicionais de nossa terra, que eu também apoio e sempre apoiei como profissional de imprensa muito antes desses antropólogos pisarem no Acre, como você mesmo e o Txai Terri Aquino são testemunhas no tempo. Grande abraço e podes continuar contando comigo como um aliado da causa maior do nosso povo humilde e ainda sem muitas chances de se desenvolver econômica e socialmente. Do Txai Romerito Aquino”. “Txai”, na língua Kaxinawá, quer dizer amigo, primo, camarada etc e é um termo que há décadas usamos entre nós desde que os amigos Kaxinawá passaram a conviver conosco a partir da década de 70. Barrigada, não! No mais, só tenho a responder à crítica de que cometi uma “barrigada” nesta história da entrevista com o Macedo que foi feita pelo blogueiro Altino Machado, aquele mesmo que adora se esconder atrás de “anônimos” para (apenas) fuxicar, falar mal e manipular fatos de dar inveja a qualquer Joseph Goebbels (ministro da Propaganda nazista) da vida. Barrigada é o que ele comete todos os dias passando para a imprensa nacional informações erradas, distorcidas, parciais, equivocadas e cheias de devaneios e alucinações, como foi o que passou dia desses a um desinformado (em Amazônia) jornalista sulista, que disse que, à propósito da prospecção de gás e petróleo no Acre, a Amazônia vai se transformar num grande estacionamento, com índios vivendo de salários mínimos e seringueiros vivendo como franelinhas. Isso tudo num clima de chantagem, ódio e muita intriga, do qual ele tem se mostrado verdadeiro mestre nos últimos tempos. * Jornalista |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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