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POLÍTICA

Trabalhadores continuam luta pela autonomia da Eletroacre

Val Sales

O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, esteve novamente ontem na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) cobrando o apoio dos deputados no sentido de promover um debate com a sociedade sobre a descentralização do serviço de atendimento e distribuição de energia elétrica no Estado.

“Continuamos mobilizado com os trabalhadores da Eletroacre e queremos uma discussão com a empresa e a sociedade sobre o fato de a Eletrobrás estar preparando um novo modelo de gestão para o serviço”, especificou. Segundo ele, o processo está sendo discutido de forma isolada e sem consultar os Estados. “Eles não estão discutindo com os Estados para falar das mudanças e tranqüilizar a população quanto às reformulações.”
De acordo com o sindicalista, é preciso observar que hoje, apesar de haver uma empresa com autonomia no Acre, o consumidor enfrenta sérios problemas no diz respeito aos investimentos da própria Eletrobrás e na qualidade do serviço prestado. “Nossa preocupação é quanto à centralização do serviço no Rio de Janeiro - uma só empresa para tratar de todas as regiões do Brasil, inclusive as mais problemáticas, que são o Norte e o Nordeste.”

Marcelo Jucá fez questão de frisar que o sindicato tem sido bem recebido na Aleac, pela pessoa do presidente da Casa, Edvaldo Magalhães, tendo ele se comprometido em ajudar. “A Aleac fez um documento com a assinatura dos parlamentares e encaminhou para o Senado e o governo do Estado, mostrando sua preocupação nesse sentido”, ressaltou.

Os trabalhadores do setor estão cobrando a realização de uma audiência pública no Estado onde estejam presentes todos os atores do sistema, a exemplo da Eletroacre, dos sindicatos, da federação, da Eletrobrás e do governo, assim como dos clientes que queiram participar.

“Se a Eletrobrás diz que o processo vai trazer benefícios, então não custa nada mostrar o que vai mudar, para que possamos opinar naquilo que a gente acha que não vai trazer melhorias para a população. O que não podemos é ficar calados. Precisamos envolver toda a sociedade na discussão antes que o martelo seja batido e a mudança, efetivada.”

 
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Rio Branco-AC, 09 de maio de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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