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FRASE
“Feliz é o país onde o homem honesto pode falar tão alto quanto o canalha.” Palmerston Questão de méritos O apoio declarado pelos petistas à candidatura do deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) para a presidência da Assembléia Legislativa no biênio 2007/2008 é o reconhecimento dos trabalhistas à importância dos comunistas na defesa do projeto e da unidade da Frente Popular. Para lembrar, Edvaldo, líder maior do PC do B no Estado, durante os dois mandatos do ex-governador Jorge Viana foi a voz mais atuante na defesa do governo e dos princípios da Frente Popular. Engajamento Não bastasse essa constatação, agora em 2006, em nome da unidade e da ampliação do projeto, para citar apenas mais uma evidência de comprometimento com os destinos da coligação que ajudou a fundar, Magalhães declinou da candidatura natural à vice-governadoria, viabilizando a composição com o PP de César Messias, peça fundamental na vitória de Binho Marques ao governo. Sua condução à presidência do Legislativo durante os próximos dois anos é tão-somente uma questão de justiça. Correndo atrás O deputado Edvaldo Magalhães chegou a uma conclusão matemática muito esclarecedora sobre sua indicação como candidato à presidência da Aleac. Ele já tem sete votos do PT e mais dois do PC do B, agora é correr atrás dos que faltam. A maioria simples seria 13 votos - faltariam 4, portanto -, mas tudo caminha para a aclamação. Sem preconceito Na corrida para chegar à presidência da Aleac, Edvaldo Magalhães já avisou que vai falar com todos os deputados - afinal de contas, voto é voto. Não tem cor, religião ou partido. Bem entendido Para as quase intermináveis reuniões que terão de ser encaradas pelo deputado Edvaldo em sua corrida para a presidência da Aleac, a receita é simples: café para dar ânimo, chá para acalmar e depois da vitória cerveja para comemoração de todos. Ninguém é de ferro! Mudando o tom É voz corrente dentro da Frente Popular que, depois de oito anos em obras de infra-estrutura, agora é a vez de o Acre aproveitar isso tudo e investir na produção que vai gerar emprego, renda e desenvolvimento. “Não aceito” O deputado federal eleito Fernando Melo (PT-AC) disse ontem que perdem tempo aqueles dirigentes, partidários ou não, que querem indispô-lo com a Frente Popular do Acre ou com o PT. O deputado reafirmou que não recebeu nenhum convite do PMDB ou de outro partido para deixar o PT e que, se houver o convite, não aceitará. “Do PT eu só saio se for de volta ao PC do B, que foi minha escola política”, disse. “Respeito o PMDB e seus dirigentes, mas não vejo nenhuma possibilidade de aceitar caso o convite fosse feito.” As insinuações de que os dirigentes do PMDB iriam convidar o deputado a ingressar no partido são decorrentes dos últimos acontecimentos envolvendo a campanha pela mesa diretora da Assembléia Legislativa. Fernando Melo disse que, como líder da bancada petista, a maior bancada da Assembléia, colocou a proposta de lançamento de um candidato do PT apenas para fomentar o debate. Harmonia Ainda sobre o petista Fernando Melo, ele diz que em nenhum momento as conversas tiveram a intenção de lançar um candidato anti-Edvaldo Magalhães. “Pelo contrário”, disse ontem o deputado durante reunião no diretório do PC do B, quando a bancada petista foi à sede dos comunistas hipotecar apoio ao presidente regional da sigla e ao candidato à presidência da Assembléia Legislativa. Desdobramento A ida à sede do PC do B foi o desdobramento da reunião da executiva do PT realizada na tarde de segunda-feira, na qual a direção e a bancada decidiram pôr fim às especulações em torno do lançamento de um petista na disputa. Pelos abraços trocados entre Fernando Melo e Edvaldo Magalhães, a Frente Popular voltou aos seus melhores dias de harmonia e democracia. Brasileiros presos A propósito de Fernando Melo, as denúncias feitas pela coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (Cedep), Raimunda Bezerra, no início da semana, a respeito de maus-tratos a brasileiros presos na cadeia pública de Cobija, na Bolívia, têm desdobramento hoje. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Acre, Florindo Poersch, está apoiando a causa de uma possível transferência dos presos para cumprir pena em seus países de origem. Repatriamento A idéia de Fernando Melo e da deputada Naluh Gouveia, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Aleac, é fazer com que os brasileiros presos na Bolívia sejam recambiados para o Acre e os bolivianos presos aqui sejam enviados para lá. Doente Na ida à sede do Cedep, estarão presentes os familiares de um dos 20 presos, aquele que é portador de hepatite C e que está correndo risco de morte caso não seja medicado adequadamente. A prioridade do movimento, segundo Fernando Melo, é fazer com que o doente seja o primeiro preso a ser transferido. Justificativa Para Mendes Ribeiro, o favoritismo de Chinaglia se explicava pela proposta do PT de oferecer ao PMDB apoio para que assuma a presidência da Câmara a partir de 2009. “Temos o compromisso do PT. O PMDB só não terá a presidência da Casa se for traído pelo PT”, afirmou o deputado gaúcho. Escaldados na tradicional divisão do partido, os peemedebistas decidiram em votação que a minoria teria que acompanhar a decisão da maioria sobre o candidato à presidência da Câmara. |
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