VARIEDADES

“Uma esposa para Totó” e “Amacord” encerram a Mostra de Cinema Italiano

Divulgação
Amacord é uma das obras
marcantes da filmografia felliniana


A I Mostra Itinerante – Retrospectiva do Cinema Italiano traz para as telas do Cine Teatro Recreio, amanhã (11) e segunda-feira (12), às 19 horas, os filmes “Uma esposa para Totó”, de Carlo Ludovico Bagaglia e “Amacord”, de Federico Fellini. Os filmes encerram a Mostra, uma realização da Federação das Entidades Culturais Ítalo-Brasileiras do Estado de São Paulo, governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e da Associação Brasileira de Documentarista e Curta-Metragistas do Acre (ABDeC-Acre).

O projeto de difusão e exibição que durou 12 dias, contou com um público estimado de 600 pessoas. Os amantes da sétima arte tiveram a oportunidade de assistir a produções de grandes diretores italianos como Bernardo Bertolucci, Federico Fellini, Giuliano Montaldo, Paolo e Vittorio Taviani, Pier Paolo Pasolini, Gabrielle Salvatore, Giuseppe Tornatore, Mario Monicelli e Ettore Scola.

O Príncipe Totó

Uma Esposa para Totó será exibido hoje, às 19 horas. O divertidíssimo Totó, que criou com sua cara desarmoniosa um estilo próprio de fazer rir, é um pobre pintor italiano que vive em apuros na Austrália. Mas sua vida, com certeza, vai ficar ainda mais complicada quando sua “esposa por encomenda” chegar da Itália para se casar com ele. Prepare-se para dar boas gargalhadas com este que é considerado um dos maiores comediantes do mundo.

Filmografia felliniana

“Amacord”, uma das obras marcantes da filmografia felliniana. Sobre ele, o próprio Fellini construiu muitas lendas. A primeira diz respeito ao próprio título do filme que, inicialmente, ele chamava de “O homem invadido” e fazia crer que fosse uma ficção científica. Depois, andou falando de um certo personagem chamado doutor Hämmarcord, com “H”, segundo ele, um cientista sueco às voltas com alguma trama mirabolante.

Na verdade, “Amacord”, ou, em dialeto romagnolo, “a m’ acord”, signifca “eu me lembro”, foi recebido com estrondoso aplauso no festival de Cannes de 1973, onde foi exibido fora de competição na sessão de abertura, fazendo com que entrasse em cartaz, imediatamente, na França. No ano seguinte, esse reconhecimento vem também através do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, dado pela Academia de Hollywood.

A película é mais que um diário íntimo de um personagem da história do cinema que resolve desnudar suas lembranças e esgrimar com seus fantasmas. É uma visão nada saudosista de um tempo que o tempo acabou por exterminar. “Amacord” é uma daquelas obras-primas do cinema que devem ser visitadas, pois nos levam sempre a novas regiões de nós mesmos.

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de dezembro de 2005
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