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POLÍTICA

Lula libera recursos para ajudar brasileiros que moram na Bolívia

Cerca de R$ 20 milhões estão sendo repassados pelo governo federal

Arquivo
Petecão disse que pessoas que
moram na Bolívia têm de ser respeitadas


Val Sales

Uma comitiva de parlamentares acreana, tendo à frente o deputado federal Sérgio Petecão (PMN), viajou ontem para a Bolívia para uma visita diplomática ao presidente Evo Morales, com quem discutirá a situação dos brasileiros que ocupam seringais daquele país e sofrem constantes ameaças de expulsão. Para amenizar a situação, o governo brasileiro liberou recursos no valor de R$ 20 milhões para investimentos na melhoria de vida das famílias, que há anos fixaram residência em terras estrangeiras.

O pedido de intervenção por parte do governo brasileiro em relação ao problema na fronteira já vinha sendo feito pelo ex-governador Jorge Viana e agora endossado pelo atual gestor Binho Marques. Depois de receber a visita de Evo Morales, Lula decidiu pela liberação do recurso visando um melhor tratamento às centenas de famílias que convivem com a instabilidade constante.

“Esperamos agora que o presidente da Bolívia, Evo Morales, possa dar um tratamento diferenciado aos nossos irmãos brasileiros que vivem no seu país”, frisou Petecão. No Brasil vivem e trabalham milhares de bolivianos e outros estrangeiros que são tratados de igual para igual, sendo que alguns ocupam cargos de liderança em áreas como a medicina e o legislativo.

“Nós queremos que as pessoas que moram em território boliviano sejam respeitadas e possam viver em paz”, assegurou o parlamentar. Durante a visita diplomática, a comitiva terá uma audiência com o governador de Pando, Leopoldo Fernandez, para comunicar-lhe o fato da liberação do recurso e discutir de que forma o Brasil ainda poderá ajudar na busca por uma solução que beneficie diretamente as famílias de brasileiros.

A disponibilidade de diálogo do governo brasileiro tem sido a esperança dos acreanos que adotaram os seringais bolivianos para trabalhar e produzir sua subsistência. Os conflitos e as dificuldades enfrentadas pelas famílias ganhou as manchetes dos jornais da região nos últimos tempos, e chamou a atenção das autoridades para uma tomada urgente de decisão. “O Brasil não está interessado em ‘engrossar’ conflito, até por acredita que a diplomacia é uma chave capaz de abrir as portas para o diálogo e o entendimento comum.”

 
 
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Rio Branco-AC, 11 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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