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I Fórum Consultivo de Desenvolvimento Rural será realizado hoje Sibá Machado quer discutir o Capital Comunitário com participantes |
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“Esse é um antigo sonho meu e hoje é projeto de governo encampado pelo nosso governador Binho Marques. O capital comunitário rural é a verdadeira reforma agrária. E é por isso, que o governador adotou como prática de que todas as industrias que se instalarem no Acre tenham a noção de que terão que dividir o capital com os trabalhadores rurais”, conta o senador. “O chamado capital comunitário é o somatório da capacidade de mobilização, elaboração e implantação de conceitos e cenários voltados à produção econômica, social e meio ambiente do Acre. E a organização desses agentes do capital comunitário virá através da capacidade de representação de sindicatos e cooperativas e associações de trabalhadores que vão buscar a participação societária em cadeias produtivas de baixa, média e alta complexidade financeira, administrativa e tecnológica que se instalem ou venham a se instalar no Estado. O que seria dizer na prática, que os trabalhadores rurais terão participação nos lucros e mais do que isso, também serão donos dos negócios e não somente meros agentes produtivos”, afirma o parlamentar. Sibá acredita que esta deve ser a nova marca do Estado e que esse modelo de micro-economia pode influenciar ações parecidas em todo o país. “Por isso eu volto a repetir: essa é a verdadeira reforma agrária. É essa a reforma que queremos. E sabemos que quando um trabalhador se sente integrado e dono do que produz ele permanece no lugar onde vive, ele cuida do lugar onde vive. Ou seja, o trabalhador produz, é dono do que produz e decide em posição igualitária rumos para o seu negócio. Por conseqüência, ele não vende sua terra assentada, ele cuida do meio ambiente e acaba gerando renda e trabalho para toda a sua família”, explica o senador acreano. O senador citou o exemplo dos seringueiros que até a metade da década de 80 não eram nem donos de suas terras e apenas extraiam a borracha como forma de subsistência. “O cenário era este: primeiro o seringueiro era praticamente um escravo, extraia a borracha em terras alheias e o dinheiro que recebia já estava todo comprometido com os armazéns. Depois, com a criação das reservas extrativistas, os seringueiros passaram a ser donos das terras, mas continuavam vivendo de um trabalho que lhes garantia o básico, a comida. Nunca participaram de fato dessa cadeia produtiva e seus filhos jamais permaneceram na terra que os pais possuíam, porque não queriam essa vida de miséria para eles. O que queremos com os PPCs é que o trabalhador rural seja dono da terra, dono da cadeia produtiva, dono do conhecimento e da tecnologia e dono do lucro. Isso é participação na propriedade”, informou Sibá Machado. Para o senador, o governador Binho Marques fará desse Fórum um grande debate público para suas ações de governo no desenvolvimento do setor rural. “Parabenizo o governador e seremos sempre parceiros na idéia de transformar o Estado do Acre num grande gestor de emprego, renda e dignidade para a população rural. E quiçá em futuro bem próximo possamos levar o exemplo do Acre para que o presidente Lula abrace a idéia e leve as bases do capital comunitário para todo o país”, concluiu Sibá Machado. (Assessoria de Comunicação do Gabinete do Senador Sibá Machado) |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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