ESPECIAL
   ESPECIAL

Acre bate recorde nacional no crescimento de vendas no varejo

Vendas nos setores de alimentos e construção civil provam que o Estado está em plena ascensão

 


Juracy Xangai

Regiclay SaadyOcomércio varejista acreano foi o que teve maior crescimento no volume de vendas em todo o Brasil, segundo resultado de pesquisa divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse crescimento teve início no mês de julho, quando atingiu 136,97% com relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro saltou para 161,92%, com vantagem de mais de 12% sobre o Amazonas, que ficou em segundo lugar, com 149,24%. São Paulo cresceu 107,89%.

O índice de variação do volume de vendas do comércio varejista ampliado é calculado a partir de levantamento feito por amostragem em 60 estabelecimentos comerciais da capital. Este levantamento é realizado entre os dias dez e vinte de cada mês e leva em consideração uma extensa lista de gêneros que passam pelos alimentos, higiene e limpeza, bebidas, medicamentos, equipamentos e materiais de escritório, eletrodomésticos, materiais de construção, livros, veículos e autopeças.

O presidente da Federação do Comércio do Estado do Acre (Fecea), Leandro Domingos, que é também diretor da revendedora de automóveis Fiat Comauto, confirma na prática os índices levantados pelo IBGE. “Os setores de alimentos e de materiais de construção são os que vêm registrando maior crescimento no Estado. Começamos a perceber, em novembro, novos crescimentos agora para os setores que vendem roupas, calçados, eletroeletrônicos e eletrodomésticos”, disse.

Ádem Araújo, sócio-proprietário dos Supermercados Araújo e que foi recentemente eleito para presidir a Associação Comercial e Industrial do Estado do Acre (Acisa) a partir de janeiro, fez uma analise pessoal da situação. “Nesses últimos três anos o comércio varejista do Acre vem apresentando um crescimento mais destacado nas áreas da alimentação, eletrodomésticos e construção civil. Isso demonstra que o Acre é um Estado que se encontra em ascensão em todos os sentidos - inclusive nós, que sempre compramos tudo de fora, estamos começando a exportar volumes consideráveis.”

Numa análise pessoal, ele esclareceu: “Esses resultados, ou seja, esse aquecimento da economia acreana reflete diretamente na melhoria da arrecadação de impostos, o que permite ao governo e às prefeituras realizar maiores investimentos que melhorem a qualidade de vida da população. Aliás, todo esse crescimento é fruto da política econômica bem sucedida que vem sendo realizada no Estado nesses últimos oito anos, quando o governo do Estado tem garantido regularidade no pagamento de seus servidores, fornecedores e prestadores de serviços”.

Por fim, apontou: “Além da segurança no pagamento dos setores público e privado, temos como maior influência o grande número de obras que estão sendo realizadas tanto na capital quanto no interior, que gera muitos empregos para nossos trabalhadores e faz o dinheiro circular na praça”.

Essa condição positiva exercida pelo setor da construção na economia de qualquer Estado ou país é confirmada pelo presidente em exercício do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Carlos Afonso Simpliano. “Além de envolver grandes somas de recursos a construção civil é uma das melhores maneiras de distribuir renda para a população, pois gera oportunidade de emprego para os trabalhadores menos qualificados e que são justamente os que mais sofre com o desemprego. Com dinheiro eles retornam ao mercado de consumo e causam crescimentos como este que estamos assistindo agora”.

Outro setor que vem crescendo paralelamente aos investimentos das obras públicas é o imobiliário privado. A construtora Albuquerque especializou-se em levantar prédios e condomínios para atender as classes média e alta de Rio Branco. “Temos vendido todos os apartamentos antes mesmo de concluirmos as obras. Isso no anima a lançar mais três novos investimentos em 2006”, explica João Albuquerque, proprietário desta construtora.

A compra de imóveis é, geralmente, o investimento mais desejado e mais carona vida de qualquer trabalhador, mas esse aquecimento do mercado é explicado por Albuquerque. “Temos uma classe de pessoas que está migrando de casas para apartamentos em busca de maior segurança e comodidade. Jovens de classe média com bons salários estão preferindo os apartamentos como opção de vida. Além disso é natural que grande número de obras públicas em andamento na cidade lançando dinheiro no mercado estimule também as do setor privado”.

Um efeito “colateral” importante nesse crescimento é apontado por João Albuquerque como muito positivo: “Exemplo prático do que estamos falando é o fato de hoje estarmos enfrentando muita dificuldade para encontrar profissionais especializados da construção civil, pois estão todos ocupados, o que é um bom sinal da fase de crescimento que estamos vivendo agora”.

Construindo o desenvolvimento sustentável

Os números positivos apresentados pelo IBGE não surpreendem o secretário Estadual de Fazenda, Orlando Sabino. Ele aponta a política econômica e fiscal que vem sendo colocada em prática nestes últimos anos, pelo governo estadual, como principal estimuladora do desenvolvimento progressivo que vem se registrando nestes últimos anos e que alcançou seu ponto mais alto no último mês de setembro.

“As estatísticas de crescimento no valor do Produto Interno Bruto (PIB) de 2003 já colocava o Acre como o Estado com o quarto melhor crescimento econômico do país. Por isso constatações como esta feita pelo IBGE só vem confirmar o que nós estamos sentindo na prática, ou seja, o Acre é o Estado que mais está crescendo na Amazônia e até quem sabe, no país”.

Ele salientou que o Estado do Amazonas apresenta uma situação diferenciada com um gigantesco crescimento em sua Zona Franca que está localizada em Manaus. “No entanto esse mesmo crescimento não é registrado no restante das cidades daquele Estado. Já no Acre, o governo realiza obras e investimentos em todos os municípios, o que além de gerar empregos aumenta a circulação de dinheiro no que faz crescer o consumo no mercado local levando ao surgimento de novos negócios que tornam a economia sustentável por ela mesma”.

Além da política de investimentos também a política tributária estaria estimulando esse crescimento. “Em 1998 a arrecadação mensal de ICMs pelo governo do Estado era de pouco mais de R$ 4 milhões, hoje ela atinge R$ 25 milhões e isso foi conseguido por uma política direcionada para a redução de tributos enquanto aumentamos a base de cobrança. Na prática isso quer dizer que os impostos estão mais baixos, mas melhoramos nossa eficiência de cobrança, assim todo mundo paga um pouco. O crescimento do Acre é apenas mais uma prova de que o governo da florestania está no caminho certo”.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 11 de dezembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL