| POLÍTICA | |
Doentes renais em busca de abrigo Deputados Fernando Melo e Naluh Gouveia recorrem ao Banco do Brasil em busca de ajuda aos pacientes |
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São mais de cem homens e mulheres, do interior e da capital, de municípios do Amazonas (Boca do Acre, principalmente) e países como a Bolívia que precisam de um abrigo em Rio Branco, de preferência nas imediações do Hospital da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), onde eles são atendidos. Os dirigentes da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Estado do Acre, sentindo na pele as dificuldades dos pacientes que não têm onde morar em Rio Branco e que mesmo assim precisam permanecer na cidade e de preferência próximo ao Hospital dado à freqüência com que precisam do atendimento, recorreram aos parlamentares e estes ao Banco do Brasil. É que, no tratamento, cada paciente é obrigado a passar uma média de quatro horas por dia, três vezes por semana, presos à máquina que substitui a função renal, fazendo o processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia, realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, quando o organismo já não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais a chamada hemodiálise. Na hemodiálise, o sangue é obtido de um acesso vascular (cateter venoso central ou fístula artério-venosa) e impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise, também conhecido como dialisador. No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também conhecida como dialisato) através de uma membrana semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular. Todo essa operação implica na permanência dos pacientes pelo menos 12 horas por semana dentro do hospital. “Em função disso, muitos pacientes que moram na Capital teriam muito mais facilidade se pudessem ser abrigados num local próximo ao hospital. Aqueles do interior, da Bolívia ou de Boca do Acre, teriam um local onde se hospedar em Rio Branco e não precisariam ficar internados no Hospital direto, correndo riscos inclusive de contrair uma infecção hospitalar”, disse o presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Estado do Acre, Marcondes Nogueira de Amorim. Num ofício enviado ao superintendente do Banco do Brasil no Estado, Ronaldo Freitas, Marcondes Nogueira de Amorim, um dos pacientes, pede a cessão de um imóvel do Banco em regime de comodato para servir de abrigo aos doentes. A carta foi entregue ontem por Fernando Melo e Naluh Gouveia a Ronaldo Freitas, que recebeu também os representantes dos pacientes mas revelou que o imóvel pretendido, a casa onde morou o então governador Orleir Cameli, nas imediações da sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), mesmo estando abandonada, não pode ser cedida. “Aquele imóvel não está com o nanco”, disse Ronaldo, garantindo, no entanto, que vai se empenhar ao máximo para que a instituição venha ajudar os pacientes. “Vamos recorrer ao senador Tião Viana”, disse o deputado Fernando Melo, ao ressaltar a sensibilidade do parlamentar nas questões relativas à saúde e a facilidade com que ele consegue arrancar recursos em Brasília. “Vamos nos juntar ao senador e lutar para obtermos os recursos necessários ao abrigo dos pacientes. A assessoria do senador informou que ele está pronto para ajudar. A deputada Naluh Gouveia afirmou que, assim que retornar aos trabalhos na Assembléia Legislativa, também vai propor a criação de um fundo que permita o pagamento de pelo menos a hospedagem dos pacientes em um hotel próximo à Fundhacre enquanto o problema não for resolvido. Os pacientes fazem questão de ressaltar o esforço do governo na instalação do sistema de hemodiálise da Fundhacre. Até 1999, antes do governo Jorge Viana, esse tipo de atendimento não era feito no Acre. “Antes, quem precisava de atendimento nessa área tinha que viver fora do Acre. Muitos dos pacientes tinham que viver em Manaus e Porto Velho, passando por humilhações nas casas dos outros ou então tendo que gastar o que não tinham com hospedagem”, disse uma das pacientes “Agora, os pacientes têm essa facilidade de ser atendidos aqui, perto da nossa família, mas precisamos do benefício de um abrigo próximo ao hospital e para as pessoas do interior”, disse Marcondes Nogueira do Amorim Rego. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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