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Binho Marques visita pólo industrial do Alto Acre Indústrias são a resposta a quem duvidava da capacidade de desenvolvimento do Governo da Floresta, diz vice-governador Binho Marques durante visita aos municípios da região |
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Assis Brasil (AC) - O complexo industrial do Alto Acre, constituído de pelo menos nove indústrias de médio, pequeno e grande portes, foi visitado, na última quarta-feira, pelo vice-governador Binho Marques. Acompanhado dos secretários Mauro Ribeiro, de Agricultura e Pecuária, e Carlos Bernardes de Araújo, das Cidades e da Habitação, além do vice-presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros, Júlio Barbosa de Aquino, o vice-governador foi até o município de Assis Brasil conhecer de perto o maior investimento financeiro da história do Estado na região do Vale do Acre. Nos quase oito anos em que o Governo da Floresta administra o Estado, o Vale do Acre comporta investimentos de quase R$ 500 milhões. São obras como o asfaltamento dos 111 quilômetros da rodovia entre Brasiléia e Assis Brasil - a chamada Estrada do Pacífico -, a ponte sobre o rio Acre ligando o Estado com o Peru através da cidade de Iñapari e também como o complexo madeireiro e florestal que está sendo construído em Xapuri, a reativação da usina de produção de álcool da antiga Alcobrás, em Capixaba, além das usinas de castanha e a indústria de preservativos de Xapuri e a indústria de abate de frango em Brasiléia. O complexo madeireiro e florestal e a usina de preservativos masculinos de Xapuri, que devem entrar em funcionamento dentro de mais 90 dias, são esperados como os investimentos que mais vão gerar emprego na região. O vice-governador Binho Marques visitou o galpão onde está sendo erguido o complexo madeireiro e florestal, a 15 quilômetros do perímetro urbano, e ficou impressionado com o que viu. “Quando a gente dizia, lá atrás, que o Acre tinha jeito e que isso seria perfeitamente possível, muita gente duvida. O que está surgindo aqui, muito mais que obras significativas, é a prova da capacidade do nosso governo de buscar meios de tornar o Acre e seu povo auto-suficientes”, disse Binho sobre a fábrica de pisos. A fábrica de pisos, um investimento da ordem de R$ 35 milhões a ser transferido através da licitação para ser explorado pelo capital privado, deverá gerar 300 empregos diretos e outros 650 de forma indireta. Os trabalhadores indiretos são os produtores das áreas do entorno de Xapuri e da própria fábrica que vão fornecer a madeira, devidamente certificada, para a produção que vai sair dali. A fábrica de preservativos, cuja usina centrífuga está também em fase de instalação, é outro investimento considerável. De acordo com Júlio Barbosa de Aquino, que atua como articulador do governo junto aos movimentos sociais interessados nos investimentos, os seringueiros que vão fornecer o látex para a produção dos preservativos já estão se preparando para o trabalho. “Em toda a área rural de Xapuri há uma verdadeira animação. A seringueirada já está limpando suas estradas e se preparando para retomar a atividade extrativista da seringa, agora com a certeza de que têm para quem vender e com preço justo”, disse Barbosa. De acordo com ele, os seringueiros poderão estocar o látex recolhido por até seis meses através de um sistema chamado PR (Ponto de Recolhimento), que utiliza vasilhame especial e permite a conservação do produto no estado natural. “É um processo de resfriamento de alta
tecnologia que vai permitir o trabalho para pelo menos 450 famílias
de seringueiros”, disse Barbosa. Cada família de seringueiro
poderá produzir entre 8 e 15 quilos de látex por dia.
Isso tudo deixou Binho Marques animado em relação ao futuro, segundo ele declarou numa reunião com militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Frente Popular em Assis Brasil. “Aqueles que duvidaram do nosso projeto baseado no desenvolvimento sustentável têm que admitir que os resultados foram obtidos e que, para essa estrutura entrar em funcionamento, gerando empregos e riquezas, é só uma questão de tempo, de dias até”, disse o vice-governador ao referir-se também às usinas de beneficiamento de castanha e de abate de frango na região de Brasiléia. “Tudo isso foi feito a partir de um planejamento que nos permitirá, em breve, colocar os nossos produtos no mercado internacional. Bolívia e Peru são, por exemplo, grandes consumidores de frango e a intenção é envolver a comunidade local na produção de frangos para abastecer o mercado local e exportar o excedente para os nossos irmãos da fronteira. O mesmo já vem acontecendo com a castanha”, disse Binho Marques. Esses projetos criaram um novo tipo de vida na região do Alto Acre, atestou, em Assis Brasil, a professora Rute Ferreira, ex-vice-prefeita da cidade. “Não é mais possível comparar a Assis Brasil de hoje com aquela que havia antes da chegada deste governo. A gente percebe que os investimentos fizeram aumentar inclusive a auto-estima do nosso povo”, disse. O mesmo clima é possível ser constatado na zona rural do município, disse Antônio Teixeira de Oliveira, 53 anos, morador do seringal Icuriã, que já foi uma das regiões mais isoladas do Acre, na região entre Assis Brasil e Sena Madureira. A localidade foi uma das primeiras comunidades isoladas a ser visitada pelo governador Jorge Viana, no início do primeiro mandato. “O governador esteve lá, chegou a cavalo, depois de vários dias de viagem. Com a passagem dele por lá, quando viu de perto o nosso sofrimento, o governador tomou as decisões que nos permitiram mudar de vida. Lá agora temos energia, ramal e ensino médio. Nossa comunidade é uma das mais felizes”, disse. Pai de seis filhos, Antônio Teixeira está orgulhoso porque duas filhas, que eram obrigadas a repetir a última série do ginásio por falta de ensino médio, estão se preparando para o ensino superior. “Uma está em Rio Branco, na Escola da Floresta, e a outra em Assis Brasil, se preparando para ser professora. Eu tenho motivo para não ser um pai orgulhoso?”, pergunta. É esse clima do Icuriã que Binho Marques quer ver em todo o Estado, principalmente nas áreas mais isoladas. “Eu acabo de vir da Foz do Breu e da Reforma, locais apontados como os mais isolados do nosso Estado. Lá, como no Icuriã, também há ensino médio e a população está animada. É esse espírito que sonho para todo o Estado”, disse. Fábrica de instrumentos musicais como guitarras e baixos se instala no Acre A mais tradicional empresa do país na fabricação de instrumentos musicais de alta qualidade, como guitarras, gaitas e contrabaixos, a Hering Indústria Comércio e Exportação Ltda., vai se instalar no Acre, no novo Distrito Industrial de Rio Branco. Trata-se de um investimento da ordem de RS 6,6 milhões e que vai gerar pelo menos 120 empregos diretos na fabricação de peças sofisticadas que requerem investimento tecnológico e madeira de primeira qualidade, muito abundante no Acre. O anúncio da implantação foi feito ontem, em Rio Branco, pelo diretor presidente da empresa, Alberto Bertolazzi, numa audiência com o governador Jorge Viana, quando ele exibiu um dos produtos que representam o “carro-chefe” da empresa, as chamadas gaitas de boca. Jorge Viana foi presenteado com um exemplar que no mercado internacional custa em média US$ 200,00 e que, com a implantação da empresa em território acreano, será praticamente toda fabricada aqui. “Só os metais e outros detalhes é que serão montados na nossa matriz. Mas a base, onde for necessário utilizar a madeira, será feito aqui, artesanalmente”, disse o diretor da empresa. Sediada em Blumenau, Santa Catarina, a Hering Indústria Comércio e Exportação Ltada, foi fundada em 1923 pelo imigrante alemão Alfred Hering e iniciou suas atividades fabricando as chamadas harmônicas (gaitas de boca) e hoje sua linha de produção inclui mesa para piano, “paquetas” para baterias, base de partituras, bongô, guitarras e baixos Walker. Para obter a padronização do timbre musical, é que a madeira utilizada seja da melhor qualidade possível. As madeiras utilizadas em nossos instrumentos são, para o corpo da guitarra ou do baixo, o Marupá ou Cedro, o Marfim Imperial para o Braço e Marfim ou Nectandra Negra para as escalas. “Mas não basta que a madeira seja de boa qualidade. Ela tem que ser certificada, originárias de áreas que não agridam o meio ambiente. Afinal, são instrumentos que vão tocar o coração das pessoas com a música e a poesia. Então, esses instrumentos não podem ser fabricados com madeiras retiradas de forma ilegal ou que agridam a natureza”, afirmou Bertolazzi. “Quando passamos a produzir essas novas linhas de produção, passamos a nos preocupar coma utilização de produtos adequados, com a madeira certificada. Já que a arte é uma coisa sensível, é preciso que os fabricantes de instrumentos musicais têm que acordar e deixar de destruir a natureza. Eu proponho que todos os fabricantes sigam o nosso exemplo. Foi neste sentido que o acre entrou em nossas vidas”, afirmou. De acordo com o diretor, a empresa está levantando esta bandeira de forma internacional. “Quando fizemos uma pesquisa para saber onde teríamos madeira de qualidade e certificada, o Acre foi-nos apresentado como o local ideal, seja pela seriedade com que o Governo atua na atração de empresas e indústrias, seja pelo respeito ao meio ambiente”, disse Berrtolazzi. O governador Jorge Viana disse que a vinda da empresa para o Acre é um presente para os acreanos. “É uma empresa que utiliza tecnologia de ponta e que produz instrumentos para o mercado internacional, para exportação. Fico muito contente em saber que o nosso Estado atraiu a atenção de uma empresa como esta”, disse Jorge Viana. |
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