COLUNAS
   VIA PÚBLICA

Da Redação

 

Cartório da Estação

Cheguei às 7h15. A um funcionário que entrava perguntei sobre o horário de abertura do Cartório da Estação Experimental, ao que ele me respondeu que seria às 8 horas em ponto. Esperei, é claro. Mas foram chegando uns outros tantos que já eram mais ou menos umas vinte almas a esperar a boa vontade de cartoriais cheios de má vontade. E haja reclamação de uma senhora que, apressada, findou por furar a fila na frente de dois ou três velhinhos. Eis então que o portão abriu às 8h20. Um abuso. Tinha uma senhora que precisava de um documento para enterrar um defunto pobre qualquer. Tinha outra que amamentava um bebê esquálido. Um professor da Ufac teria aula às 8h35. Perdeu. Eu, depois de tanto esperar, fui atendido mas, para espanto maior, faltou troco para cinco reais. Esperei mais quinze minutos sabendo que as possibilidades de alguém afanar o meu rico dinheirinho eram gigantescas. Em síntese, o serviço público funciona precariamente porque depende de uma boa parte de funcionários arrogantes e ineptos. Ademais, o atendimento nos bancos deve ser dentro de vinte minutos, segundo norma legal. Aí cabe a assertiva: o Judiciário é o agente das leis, mas não as cumpre. Como esperar mais de uma sinecura como esta?

(José Cláudio Mota Porfiro)

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 12 de maio de 2006
 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A