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Bolsa de Valores Sociais amplia área de atuação a partir de abril |
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Rio de Janeiro - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai ampliar a área de atuação da Bolsa de Valores Sociais (BVS), incorporando a partir do próximo mês projetos ligados ao meio ambiente. A nova instituição passará a se denominar Bolsa de Valores Sociais e Ambientais (BVS&A) e funcionará na mesma página eletrônica (www.bovespasocial.org.br), onde os potenciais doadores poderão escolher os projetos que pretendem apoiar. Com a expansão, a BVS&A elevará de 30 para 35 o número de projetos atendidos. A coordenadora de Responsabilidade Sócio-Ambiental da Bovespa, Sonia Bruck Pereira, revelou que “a idéia é ter 35 projetos. Nós estamos pensando em um primeiro momento em termos dois terços de projetos sociais e um terço de projetos ambientais”. Ao contrário do que se pode supor, a BVS não arrecada recursos para projetos educacionais junto apenas a empresas. Sonia Pereira esclareceu que a Bolsa de Valores Sociais reúne empresários e pessoas físicas. O valor mínimo da doação é de R$ 1,00 para operações feitas através do endereço eletrônico da BVS. Esse valor sobe para R$ 10,00 se a doação for feita através de boleto. “Qualquer pessoa ou empresa pode fazer doações através da Bolsa de Valores Sociais, que agora vai ser Bolsa de Valores Sociais e Ambientais”, afirmou. A coordenadora de Responsabilidade Sócio-Ambiental da Bovespa esclareceu que a BVS tem um formato bastante específico. “São projetos na área de educação para crianças e jovens de sete a 25 anos, com algumas áreas temáticas. A parte ambiental vai ter também um foco específico e áreas temáticas. E é isso que nós estamos terminando de formatar, porque quando você fala em projeto ambiental é um mundo. Você fala de recursos hídricos, educação ambiental, reflorestamento...Nós estamos concluindo o desenho das áreas temáticas”. Até agora, desde o início de operação em 2003, a BVS tornou viável a realização de 59 projetos, dos quais 36 já receberam 100% dos recursos pleiteados e 23 permanecem na página da internet porque ainda não totalizaram o montante solicitado. Sonia Bruck informou que para concorrerem aos fundos levantados pela BVS, “é necessário que as organizações não-governamentais (ONGs) sejam constituídas oficialmente há mais de três anos e apresentem um histórico de trabalho já realizado”. Exceções a essa regra são definidas pelo Conselho da BVS. Bruck Pereira disse, ainda, que quando a BVS foi criada, não havia limite para as verbas pretendidas pelos projetos. Com o passar do tempo, porém, os dirigentes da Bolsa perceberam “que projetos de valores muito altos intimidavam os doadores. Com isso, o projeto ficava muito tempo na página e não andava. Então, hoje em dia o valor máximo fixado são R$ 150 mil”, disse a coordenadora. Os projetos permanecem na página da BVS até receberem 100% dos recursos pedidos. A BVS é apoiada desde sua fundação pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em 2005, a iniciativa da Bovespa foi considerada modelo pela ONU para adoção por outras Bolsas de Valores mundiais. No ano passado, a BVS serviu de fonte inspiradora para a criação da Bolsa de Investimentos Sociais da África do Sul. (Agência Brasil) |
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