COTIDIANO

Produção literária estudantil

Estudantes da escola Francisco Augusto Bacurau lançam livro Criança Também Produz

Divulgação
Lançamento do livro aconteceu
com manhã de autógrafos


Aprender não é apenas o exercício de juntar informações, mas uma prática que deve ter sentido no mundo. Com esse lema, tomou forma um dos maiores projetos literários entre estudantes do ensino público de Rio Branco, o livro intitulado Criança Também Produz, na escola Francisco Augusto Bacurau, Vila Betel, região da Floresta.

A obra é o resultado final de um projeto organizado pela professora Rosângela Maria Fonseca com jovens escritores da 4ª série. Os estudantes puderam aguçar as suas competências verbais, produzindo diferentes tipos de textos, sobre diversos temas, que percorreram do abstrato ao dia a dia da escola.

Kerolly da Silva Negreiros, de 10 anos, é um deles. “Quero continuar esse trabalho, de agora em diante, e não só isso, como também desenhar. Adoro escrever e desenhar”, diz.

Por isso, o lançamento do livro não poderia ser melhor. Ocorreu ontem pela manhã, em grande estilo e com direito a manhã de autógrafos, a apresentações de um repentista-mirim e de um grupo de dança composto só de alunos, além da peça “O Caso do Espelho”, encenada pelo grupo de teatro dos professores da escola.

“O maior objetivo desse trabalho é divulgar o que as nossas crianças estão produzindo e ao mesmo tempo motivá-las para que elas se sintam valorizadas no ambiente escolar”, explica o secretário Municipal de Educação, Moacir Fecury, ao lado do prefeito Raimundo Angelim, da diretora da escola, Suely Rosas, da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Alcilene Gurgel e do corpo docente.

O livro de 50 páginas foi publicado pela prefeitura de Rio Branco e deve ser divulgado nas demais escolas da Prefeitura.

Para o prefeito Raimundo Angelim, educador há 25 anos, o livro é o resultado de um trabalho sério, compromissado e fundamental para uma educação nova e formadora de talentos. “Como educador, tenho orgulho de afirmar que a escola é o lugar onde eu me sinto mais à vontade, e o que temos aqui é uma plêiade de futuras lideranças, sob as quais estarão os destinos de nossa gente”, destacou ele.

A escola oferece aulas de 1ª à 4ª séries, tem 504 crianças matriculadas e leva o nome do ativista acreano, já falecido, Francisco Bacurau, numa homenagem por sua dedicação em favor da erradicação da hanseníase, luta que, a exemplo de Chico Mendes, ganhou proporções mundiais, no final da década de 80 e meados da de 90.

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de maio de 2006
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