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Mariazinha Leitão * |
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O significado da sexualidade na pessoa idosa A sexualidade é uma reação física e emocional ao estímulo sexual, e está além do impulso e do ato sexual. Para muitas pessoas de mais idade, ela oferece oportunidade não apenas de expressar paixão, mas afeto, estima e lealdade. “A sexualidade fornece provas afirmativas de que pode contar com o corpo e seu funcionamento, permitindo às pessoas a se afirmarem positivamente. Traz consigo a possibilidade de emoção e romance. Expressa a alegria de estar viva, oferecendo um constante desafio ao crescimento e mudanças para novas direções”. Considerando que o termo “sexualidade” significa um vasto leque de manifestações afetivas, amistosas, sensuais e eróticas que fazem parte do modo de o ser humano se relacionar com os outros e consigo mesmo. (Temos percebido nos grupos de idosos e em locais de estudos que este assunto e aprendizados sobre as próprias sensações do corpo), mitos e fantasias e, é desafiador na medida em que envolve algumas variáveis muito difícies de se controlar, para as quais chamamos atenção: aspectos sócio-culturais e religiosos, experiências vividas individuais ou coletivas (desde as descobertas sobretudo em como vamos analisar os dados que dizem respeito às manifestações das muitas formas de sexualidades são trazidas à tona baseadas numa “verdade” que nunca podemos quantificar e aprender para prosseguirmos num diagnóstico preciso e sobre o qual, tomaremos as). Condutas mais adequadas. Os homens contemporâneos, por exemplo, sabemos que sofrem uma carga emocional, pois sua sexualidade está centrada na fala e na potência. Daí resultam crises existenciais que alimentam falsa idéia que é cultural, mas que contribui para a cronificação do caso. E aí aparecem crises conjugais ou relacionais, pois se as mulheres queixam-se da perda da eficácia do seu parceiro em momentos íntimos, ele se sente humilhado, menos homem. Percebemos que este fato é cultural não deve ser negligenciado durante a avaliação, pois mesmo admitir o uso de drogas modernas como viagra e o cialis, é expor-se diante da dificuldade que ele mesmo insiste em esconder. É admitir publicamente sua impotência! Então, essas compras são secretas, disfarçadas e adquiridas de camelôs, num pacto do silêncio. Voltando o olhar para as mulheres mais velhas da nossa sociedade, é muito comum vários chavões preconceituais, baseadas numa expectativa comportamental social para as diversas faixas etárias, como se as pessoas de mais idade transformam-se em desassexualizadas. Temos observado comportamentos pré-estabelecidos socioculturalmente e classificamos as pessoas de “assanhadas”, “peruas”, “fogosas”. “galinhas”, sirigaitas”, entre tantos outros. Se analisarmos esses adjetivos em suas conotações sociais, percebemos que dizem respeito a um comportamento pessoal de ser e de estar na sociedade e também das dimensões que seus significados tomam no que esperamos em relação ao modo de se comportar (jeito de se vestir, de falar, de se relacionar, de se pintar, de suas preferências sociais, entre outros) de uma pessoa de 50,60,70 ou mais idade. Todos essas situações estão ligadas ao corpo, à estética física, também muito significativa e supervalorizada nas sociedade moderno-contemporâneas. Não quero generalizar e nem afirmar que essas reações são comuns em todos os segmentos e sociedades, pois se trata de um processo dinâmico como todos os que se referem aos comportamentos humanos sociais, ditados por convenções e modismos, próprios de cada época. * Especialista em Gerontologia Social |
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