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Teatro de Fantoche no Mercado do Bosque

Projeto “Alegria tá na rua” leva grupo “De Olho Na Coisa” para se apresentar na madrugada do último sábado

Cedida
Criado há mais de trinta anos, grupo De Olho na Coisa é formado por pessoas em sua maioria carentes e tem seu trabalho caracterizado pela abordagem social


Giselle Lucena

Para uns já era sábado. Para outros, a sexta-feira ainda não tinha chegado ao fim. E não tinha mesmo. Quem achou que a festa da noite desta última sexta-feira terminaria no “tranqüilo” e típico café no Mercado do Bosque se enganou. Lá mesmo, às 4 horas da manhã, aconteceu uma apresentação de teatro de fantoche do grupo “De Olho Na Coisa”, tendo um público formado por aqueles que saíram das festas, baladas e foram ao mercado para repor as energias, além de alguns boêmios que não pretendiam voltar para casa aquela hora e os trabalhadores que cedo levantam para preparar o café do mercado, os vigias de carros etc.

Este é o projeto Alegria ta na rua, realizado pela Prefeitura de Rio Branco por meio da Fundação Garibaldi Brasil, que, de surpresa, tem mudado a rotina de muitos rio-branquenses nos mercados, praças, coretos, guetos... Colocando nesses lugares apresentações de música, teatro, capoeira, contação de história e outros.

E o objetivo do projeto é exatamente este, levar o acesso aos bens culturais a toda comunidade de Rio Branco, independente do lugar e horário que a equipe organizadora melhor achar para atingir o público alvo.

O Grupo – O grupo teatral De Olho Na Coisa foi fundado na década de 70, pelo teatrólogo, já falecido, Matias. Hoje, Murande de Souza, filho do fundador, é o presidente do grupo que guarda uma boa experiência com as participações em vários festivais teatrais, como o Festival de Teatro do Acre (FESTAC), o II Festival de Bonecos de Porto Velho, entre outros. “O Clamor da Floresta”, “Matança de Índio”, “A história do homem que vendeu a alma ao Diabo e quase perdeu o seu amor”, são alguns exemplos dos espetáculos que o grupo já elaborou e apresentou.

Murande explica que o grupo se caracteriza por usar uma linguagem popular, englobando política, e sempre ter a preocupação de fazer uma abordagem social. “A nossa formação é toda na praticidade, o grupo é composto, em sua maioria, de pessoas carentes e de periferia, e é isso que identifica o grupo no seu trabalho social”, conta.

O espetáculo - “A história do homem que vendeu a alma ao Diabo e quase perdeu o seu amor” foi apresentado no Mercado do Bosque. É um romance sertanejo voltado para adultos. “Tudo indica que o espetáculo vai encaixar muito bem com o público que vai estar presente naquele mercado”, disse Murande dias antes da apresentação – e ele não errou. “Realizar uma apresentação no mercado, a essa hora da manhã é uma experiência nova para o grupo. O projeto é muito bom, pois está valorizando os grupos e os seus espetáculos”.

As apresentações do “Alegria tá na Rua” deste domingo acontecem em dois espaços diferentes. A primeira é no Parque Chico Mendes, às 15horas, com Neemias e os Embiaras. Logo mais às 20horas, o grupo de hip hop “Os Cobras de Rua” se apresentam na Praça do São Francisco.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO FGB

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de maio de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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