OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Água no Montanhês

Desde quando foi criado, nos anos de 1997 e 1998, o bairro Montanhês viveu em completo abandono, sem a infra-estrutura básica que o definisse verdadeiramente como um bairro. Não tinha nada, a não ser muito poeira na estiagem, lama no período de chuva, mas nenhuma água nas torneiras em período algum do ano.

Logo nos primeiros meses de existência, o Montanhês parecia um acampamento de desabrigados de alguma guerra da África. Guerra não existia, mas seus moradores eram verdadeiramente desabrigados. Eles são oriundos das partes mais baixas da cidade, das localidades próximas ao rio Acre, locais atingidos pela grande cheia do ano de 1997. E como desabrigados ficaram por muitos anos.

Essa realidade, no entanto, está mudando. A prefeitura de Rio Branco vem fazendo uma série de intervenções que vêm mudando o padrão de vida de 1,3 mil moradores do bairro. Uma delas passa pela regularização do fornecimento de água, pois há mais de oito anos não chega água nas torneiras das casas. Todos eram obrigados a comprar água dos caminhões-pipa. Apesar do baixo nível do rio Acre, o Saerb presta um serviço a contento, merecendo, inclusive, elogios dos moradores.

Ação como essas pode não significar muito para quem vive em outros bairros, mas significa muito para aqueles que se sentiam esquecidos pelo poder público. A prefeitura e o Saerb estão apenas cumprindo o seu papel. Entretanto, há que se lembrar que, por tantos anos, nenhuma outra administração municipal se preocupou em fazer o que lhe é devido.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 14 de setembro de 2005
 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A