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Fernando Melo da Costa * |
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Humildade, um dos caminhos para a felicidade! Domingo passado, logo pela manhã, após fazer minha caminhada matinal, fui cumprir alguns compromissos. Primeiro estive na Rádio Difusora Acreana, durante o programa Domingo Legal, comandado pelo amigo Francisco Madeira. Em seguida, fui fazer uma visita ao amigo e artista Da Costa, que me presenteou com seu último CD. Uma maravilha! Em seguida, dirigi-me à casa do meu compadre Elson Dantas. Almoçamos juntos com toda sua família. Foi lá que tomei conhecimento de fatos que deram origem a essas linhas, cujo título é “Humildade, um dos caminhos para a felicidade!”. Meu compadre trouxe-me notícias do Beneilton, revisor deste Página 20. O Beneilton é um verdadeiro apaixonado pelas palavras. Desde sua juventude, época a que remonta nossa amizade, recordo que os termos desconhecidos, os neologismos, eram a obsessão do Bené. Seu apego era tanto que ele resolveu cursar Letras na Ufac. Hoje é filólogo. O Elson me falou que uma das paixões do Bené é a palavra “humildade”. Não por ser vocábulo desconhecido. Mas pelo seu significado. Essa palavra não sai de sua boca. Refleti sobre sua dimensão e também passei a pensar nesse vocábulo. Só que entrei numa espiral. Além da humildade, apaixonei-me também pela felicidade, e por isso venho falar nessas poucas linhas - com certeza revisadas pelo amigo Bené - desse saudável par: a humildade e a felicidade. O objetivo maior de todos os seres humanos, de forma consciente ou inconsciente, é o de encontrar a felicidade. Como chegar até ela, essa coisa abstrata, sem uma definição clara, é o que é difícil. Podemos dizer primeiramente que tem muito a ver com a alegria. Quem consegue preservar por mais tempo momentos de alegria com certeza será mais feliz que os outros. Ser feliz não é um estado grandioso e eterno. Acredito ser exatamente o contrário. É a soma de pequenos momentos iluminados que as pessoas vão acumulando ao longo da vida. Aprendi e conheci vários caminhos para conseguir esses pequenos momentos. Um deles é o de procurar estar sempre satisfeito, de bem com a vida, fazendo a minha parte, renunciando à busca obsessiva do poder, reconhecendo os valores dos outros e nunca colocando a satisfação nas mãos ou na dependência de terceiros. Isso não vale a pena. Quem age assim caminha para a ruína. Fatalmente. A satisfação está dentro de cada um. Tudo que está fora não passa de mero instrumento ou parte coadjuvante. O sorriso e a procura do bom-humor são um grande indicativo da felicidade. Olhar todas as situações problemáticas, absorvendo a parte boa e descartando as ruins, é outra dica fundamental para alcançar a satisfação pessoal, procurando sempre, repito, fazer a nossa parte. Temos que praticar sempre o jogo do contente. Na busca de momentos de satisfação, precisamos de um outro ingrediente fundamental, que é a humildade. O Beneilton, que cultua a profundidade e a beleza exuberante dessa palavra, recorre ao bom-humor - uma das pontes do caminho da felicidade - e exagera ao dizer em tom de pilhéria: “Não jogo na Mega-Sena porque tenho medo de ficar rico e perder minha humildade”. Vejam quão espirituoso é o Bené: conseguiu encontrar um valor monetário, avaliado em reais, da humildade. Milhões, não é mesmo? Imaginem agora quanto vale a felicidade... Jamais deveremos confundir humildade com pobreza. Ambas não têm o menor parentesco. Humildes não são aqueles que passam fome ou carecem de um teto. Humildade não combina com abundância ou ausência de bens materiais. Ser humilde é ter a capacidade de ver todas as pessoas como seres iguais - do garoto que pede uma moeda no cruzamento da avenida ao nosso presidente da República, Lula. Infelizmente, nossa sociedade relaciona humildade com inferioridade, submissão e pobreza. Sonho com a sociedade que associa humildade à simplicidade, à clareza, à elegância. Humildes são aqueles que dizem “nós” em vez de “eu”. Usam sempre o plural da simplicidade - nós. A humildade deixa o homem mais confiante. E pensar que muitos não dão valor a outros significados como o da humildade, do reconhecimento, da liberdade e da felicidade... Beneilton Damasceno, meu companheiro de colégio, é o meu exemplo de humildade. Ele possui plena consciência do seu valor e nunca demonstra de forma grosseira o seu poder, sua erudição, sua elegância e seu talento. Com certeza é um homem feliz. O Bené tem razão de se apaixonar tanto pelas palavras. * Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública
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