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Da Redação |
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Presença do governo O governador Jorge Viana fez questão de reafirmar à população de Senador Guiomard o apoio de sua administração, especialmente agora que a Justiça agiu e restaurou a moralidade da coisa pública, conspurcada pelo prefeito afastado. O governador ressaltou que o governo nunca esteve ausente, mas que acompanhou de perto o problema e que agora pretende cada vez mais apoiar o resgate da dignidade e da cidadania naquele município, principalmente contra a ação de grupelhos ainda saudosos da bagunça e dos favorecimentos que marcavam a antiga gestão. O dedo na ferida O governador Jorge Viana, em entrevista publicada na edição de ontem de “O Globo”, botou o dedo na ferida do governo federal e, com a postura de aliado de primeira hora, de exemplo de popularidade na administração dentro do PT, disse com todas as letras que o presidente Lula precisa sair da “bolha” de Brasília, estar mais atento à sociedade e ter um contorno mais executivo. Para o governador, o governo tem que ser mais operativo e deixar de só agir depois do “fato consumado”, como no caso dos transgênicos e do recadastramento dos velhinhos de mais de 90 anos. “Quem governa tem que ter tempo para pensar. Hoje se está tomando decisão apenas em cima de fato consumado. (...) O governo precisa fazer acontecer”. Jorge Viana fala com experiência e por isto defendeu
menos sobrecarga ao ministro José Dirceu a partir da reforma
ministerial e mais diálogo com o Congresso. Para Viana, o governo
não pode ser monolítico, “agir no piloto automático”.
O governador acreano também quer um diálogo maior com
a imprensa, uma relação mais tolerante entre o governo
e os jornalistas. Isto, para ele, é mais eficiente que a campanha
institucional. A frase final da entrevista é perfeita: “O
governo deve ser menos Duda Mendonça e Nizan Guanaes para ser
mais Pedro, mais João...”. Os argumentos de Jorge Viana na entrevista a “O Globo” merecem uma análise atenta do governo Lula. Jorge fala como aliado, como alguém que torce pelo sucesso do presidente e de sua administração. Como alguém que já sentiu na pele estes problemas, que amadureceu na adversidade, no confronto diário com uma oposição beligerante e intolerante e que, mesmo assim, fez e faz sempre do diálogo e do entendimento sua bandeira. Jorge Viana está dando uma dimensão inédita
ao Acre exatamente por agir de acordo com o que está pregando,
em identidade constante com o clamor de sua gente, sem abrir mão
de seus princípios, mas sem que seu governo bata cabeça
internamente. Uma ação propositiva, de resultados práticos,
evitando conflitos públicos. O governador falou com carinho sobre
a pessoa do presidente, como alguém que aposta em Lula, que vive
a plenitude da esperança dos brasileiros com o governo e que
ver os caminhos certos serem trilhados. Quando administradores públicos vencem resistências, ultrapassam as picuinhas diárias e pensam grande, em prol da população, as coisas costumam dar certo. Um belo exemplo foi a visita conjunta do prefeito Isnard Leite e do secretário de Segurança Fernando Melo aos bairros da capital, definindo obras para a melhoria das ruas que facilitariam o trabalho da polícia. É isto que a comunidade quer. Questões
menores, interesses eleitoreiros devem ficar em segundo plano. O importante
é o compromisso com o bem estar dos moradores, que precisam sentir
a presença de governo, da administração pública,
única forma de combater a influência e a presença
das gangs e quadrilhas. O diálogo proveitoso, que se substancia
em ação, em obras, em serviços nas ruas é
um exemplo da responsabilidade dos gestores públicos e a reafirmação
de que no Acre não há mais lugar para as pequenas intrigas,
as picuinhas que fazem o gosto de áulicos de plantão,
que apostam, sempre, no pior. Muito importante a disposição da Assembléia Legislativa de promover o debate democrático sobre o futuro do Acre e os rumos de seu desenvolvimento. Os pecuaristas mostraram que não andam armados de motosserras e os técnicos e assessores do governo provaram que não discriminam nem essa nem qualquer atividade. O importante é debater, encontrar caminhos. Essa é a função do parlamento que está sendo exercida em sua plenitude no Acre. Maioridade penal O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse ser contra a redução da maioridade penal de 18 para 16, defendida no Palácio do Planalto por dom Aloísio Lorscheider, cardeal de Aparecida (SP), afirmando que “essas idéias nunca resolveram os problemas da criminalidade”. “Já se falou no Brasil em pena de morte, prisão perpétua, junto com a redução do limite de idade para a responsabilidade penal. Mas o governo precisa é aumentar a eficiência da polícia, é fazer a reforma do Judiciário e melhorar as condições do sistema prisional”, declarou o ministro. Thomaz Bastos alertou que “é preciso cuidado com o sentimento de pânico em torno da questão, pois gostaria, pessoalmente, que o problema de segurança pública pudesse ser resolvido por um simples tiro de canhão.” “Não se pode submeter pessoas que estão em processo de formação ao convívio terrível de um sistema penal defeituoso”, afirmou o ministro. Para o cardeal Lorscheider, as leis estão muito
brandas e o que está acontecendo com a violência é
uma “crueldade” e muitos “adolescentes sabem o que
estão fazendo”. |
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