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Número de acidentes com transgênicos cresceu em 2006 Crescimento registrado foi o maior dos últimos dez anos |
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Brasília - O relatório Registros de Contaminação Transgênica, divulgado ontem pela organização não-governamental (ONG) Greenpeace, afirma que, nos últimos dez anos, 2006 foi o ano com maior número de acidentes com transgênicos. Cerca de 60 ativistas, fantasiados de milho, entregaram nesta quarta-feira, em Brasília, o relatório aos 27 cientistas que integram a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A comissão decide hoje se libera para plantio e comercialização cinco modalidades de milho transgênico. O documento cita casos de contaminação, plantios ilegais e efeitos colaterais negativos causados pelos transgênicos em todo o mundo, no ano passado. De acordo com o relatório, nos últimos 10 anos, foram relatados 142 casos de contaminação de diversas espécies ocorridos no mundo. Desse total, 35% se referem a variedades de milho transgênico. Somente em 2006, foram registrados 24 incidentes com transgênicos em todo o mundo. As notificações foram feitas no site www.gmcontaminationregister.org, criado pela ONG britânica GeneWatch e pelo Greenpeace para monitorar o impacto dos transgênicos na produção de alimentos e no meio ambiente. “Até hoje, os transgênicos que existem em escala comercial, ou são resistentes a agrotóxico, ou têm propriedades inseticidas. Eles não produzem mais. Em vez de uma soja que dê dez grãos, você não vai ter uma soja que dê 100 grãos, isso é uma mentira. Eles, simplesmente, foram desenvolvidos pelas indústrias de agroquímicos para serem resistentes aos seus próprios agroquímicos, ou terem propriedades inseticidas”, explicou a coordenadora da Campanha de Transgênicos do Greenpeace, Gabriela Vuolo. Mais da metade dos incidentes registrados envolveu o milho. Os Estados Unidos continuam a ser o país com mais contaminação no mundo. Um caso citado no relatório é o da Espanha, ocorrido em 2005, mas só registrado no ano passado. Segundo o relatório, a introdução do milho transgênico está ameaçando o modo de vida de produtores orgânicos nas principais regiões de plantio de milho do país ibérico. O relatório também aponta a preocupação com a contaminação de estoques de sementes de milho. Nos últimos dez anos, o documento afirma que foram encontradas sementes de milho contaminadas em 11 países, entre os quais o Brasil. Os outros são: Áustria, Chile, Croácia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Nova Zelândia, Suíça e Estados Unidos. No relatório, as organizações GeneWatch e Greenpeace pedem que os governos utilizem métodos para detecção de casos de contaminação de transgênicos; imponham padrões internacionais de identificação de documentação de carregamentos de organismos geneticamente modificados (OGMs); e neguem às companhias o direito de comercializar produtos transgênicos, se elas estiverem envolvidas em liberações ilegais, entre outras. O lançamento internacional do relatório será na próxima segunda-feira (19). (Agência Brasil) |
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