| ESPECIAL | |
| ESPECIAL | |
Fred Nassiri vem ao Brasil disseminar mensagem de paz Milionário tem percorrido países do mundo todo com a intenção de combater a guerra através da música. Para ele, as maiores guerras do Brasil são o desmatamento, a pobreza e o crime organizado |
|
Dinheiro compra felicidade? Não! Essa é a resposta do milionário iraniano Fred Nassiri, que decidiu tomar um novo rumo em sua vida com a intenção de fazer do mundo um ambiente mais harmonioso para a humanidade. Aos poucos, ele diz estar descobrindo a verdadeira felicidade através do que tem feito para deixar outras pessoas felizes também. A fórmula para acender esse sentimento nas pessoas está na música, diz ele. Na música que transmita mensagem de paz, de crescimento espiritual e que faz tantas pessoas se sentirem bem depois de ouvi-la. O milionário, conhecido no mundo da moda, é também cantor, compositor e filantropo internacional. Ele chegou ao Brasil no início da semana para gravar trecho do clipe Love Sees No Color, quem em português, quer dizer o amor não vê cor. Ele já visitou cerca de 14 países para disseminar a mensagem de paz que a canção carrega. Aonde chega, o refrão é gravado na língua nativa daquele país. “Essa é uma jornada importante que iniciamos há quatro meses com a intenção de fazer o que nunca ninguém fez até hoje. Estamos viajando por todo o mundo lançando esta linda canção em diversas linguagens porque queremos que ela seja acessível a todos”, destacou o diretor internacional do clipe, Learry Jordan. A produção de Nassiri escolheu o Rio de Janeiro para produzir do clipe, escolha explicada pelas belezas naturais e pelo lado que mostra as desigualdades sociais brasileiras. A favela da Rocinha e a praia do Botafogo foram os cenários eleitos para a produção das imagens. Dezenas de crianças fazem a composição das imagens, sendo elas o símbolo da paz mundial na visão de Nassiri. Na última terça-feira, o milionário concedeu uma entrevista coletiva à imprensa brasileira. Cerca de 40 jornalistas se fizeram presentes no salão de eventos do Hotel Sofitel, em Copacabana, onde o artista falou sobre a sua experiência com o trabalho, o modo como as pessoas o recebem em sua terra e suas impressões sobre o Brasil, bem como a de outros países já visitados por ele. “Estou sentindo uma felicidade muito grande com esse trabalho, algo que eu nuca havia sentido antes. Eu aprendi que as pessoas enfrentam dificuldades, seja com fome ou em guerra, por causa do que elas têm dentro de si. Ninguém nasce violento, por exemplo. É a sociedade, a educação recebida em casa que forma uma pessoa assim. Acredito que uma música é uma palavra de consolo muito bem vinda em todos os lares e por isso decidi investir nisso para buscar a paz no mundo”, declarou. Para Nassiri, uma música tem o poder de tocar os sentimentos de uma pessoa. Assim como uma canção negativa tem função de destruir uma civilização, uma música positiva tem a de trazer vitória a humanidade. “Love Sees No Color vai ser o hino mundial da paz. Quero que um dia todos cantem essa canção e saibam que outras pessoas de todo e qualquer lugar do mundo conhecem esta mensagem e também a transmitem toda vez que cantam”, reforçou. Nassiri disse que cada país enfrenta uma guerra particular e que nem sempre ela está ligada à violência e às armas. Quando perguntado pela equipe do Página 20 qual a maior guerra que o Brasil enfrenta hoje, o artista milionário enumerou não uma, mas três: “Aqui vejo como grandes problemas o desmatamento da Amazônia, a pobreza e o crime organizado”, declarou.
Loves Sees No Color A música lançada por Nassiri é uma compilação de composições originais que falam, musical, poética e espiritualmente aos laços comuns das raças da terra. Amor, esperança e unidade são os temas que se repetem nela e em todas as outras faixas do CD, que ressoam com os instrumentos e os ritmos de diversos gêneros musicais e culturais. Loves Sees No Color parece agradar as pessoas onde quer que seja lançado. Nos Estados Unidos a canção foi classificada entre as dez melhores. Para os americanos, a melodia tem uma mensagem curativa. E não foi só naquele país que Nassiri teve o trabalho reconhecido. O vídeo musical, filmado no cenário do Red Rock National Conservaroty, ganhou dois prêmios no Houston World Film Festival, pela respectiva contribuição à mensagem humanitária global. Na comunidade local de Henderson, em Nevada, autoridades municipais proclamaram no dia 4 de junho do ano passado como o Dia do Hino “Loves Sees No Color” da Paz Mundial. O parlamento da África do Sul homenageou Nassiri pela mensagem do vídeo e do CD e também adotou a música como Hino pela Paz Mundial da África do Sul. Rocinha recebe mensagem de paz Onde Nassiri chega, a sua preferência está em visitar lugares que representam riscos de morte às pessoas. No Rio de Janeiro ele fez questão de ir à Favela da Rocinha, a maior da América Latina, conhecida não só pelo problema do tráfico, mas também pelas diversidades culturais que nela se abriga. A entrada do artista junto com a produção e os jornalistas que acompanhavam a sua passagem pelo Brasil, aconteceu após uma autorização dada pelos próprios moradores, já que a entrada de estranhos no local não é permitido. O consentimento teve a sustentação do presidente da associação da Rocinha, William de Oliveira, que solicitou a um outro representante que acompanhasse o grupo lá dentro. O lugar tenso, aparentemente de pouca conversa entre vizinhos, foi logo amenizado na entrada da favela, onde um grupo de capoeiristas fez questão de fazer uma apresentação, como sinal de boas vindas. Esse local, conhecido como 99, é um ponto turístico onde visitantes (também com autorização) entram para conhecer o que se produz em termos de arte e cultura na Rocinha. É lá que alguns moradores tentam mudar a história da favela que cresce a cada dia, abrigando hoje mais de 250 mil moradores. “A gente quer que as pessoas vejam que não é só de violência que vivem as pessoas da Rocinha”, disse o capoeirista Alexander Vila Verde. Nassiri acompanhou de perto a roda de capoeira formada ali com palmas e um sorriso de satisfação. Admirou-se com a performance de cada um dos componentes do grupo e, assim como qualquer outro turista, presenteou o líder, Alexander, com o que se pode chamar de “agrado financeiro”: US$ 100. O grupo subiu o morro da Rocinha até chegar ao topo, conhecido por Lamboriú, de onde se tem uma bela vista que se contrapõe às dificuldades de quem mora do lado de dentro da favela. Lá, o artista falou sobre sua mensagem de paz e gravou um trecho do clipe com crianças da comunidade. Por onde passa, o milionário costuma adotar uma família carente ou um grupo que trabalhe projetos comunitários. Já adotou famílias sorpositivas no mundo todo, através de sua ajuda financeira. Ele conta com orgulho que chegou a tempo em um país africano para salvar um bebê de ir para a lata do lixo, que era o seu destino determinado pela própria família. “A criança tinha 18 meses e seria jogada fora porque nasceu com o vírus da Aids. Aquilo me tocou muito e nem pensei duas vezes antes de adotar aquela família”, disse. No Brasil, mais especificamente dentro da Favela da Rocinha, no Rio, ele adotou um grupo que produz artesanatos, roupas e tantos outros acessórios com o lixo que é produzido pela própria comunidade. O gesto grandioso ganhou uma atenção especial de Nassiri. Ele falou ao grupo que pudesse escolher um local amplo dentro da própria favela para a construção de uma sede bem estruturada para o desenvolvimento do trabalho que eles realizam. Prometeu ainda que ajudaria em custos diversos e adiantou cerca de US$ 1,6 mil aos associados. Praia de Botafogo sedia gravação do clipe Na quarta-feira, por volta das 15h30, Nassiri reuniu crianças cariocas para a produção de um novo trecho do clipe que exibirá imagens brasileiras para todo o mundo. Tudo aconteceu na Praia de Botafogo, onde crianças cantaram a versão portuguesa da música que diz em seu refrão “O amor não ver cor, não vê raça, nem religião/Somos iguais como um raio de sol”. A mesma gravação, que mostra as particularidades culturais de cada país, já foi feita na Alemanha, na China, no Egito, na Índia, no Japão, dentro outros. A produção não confirmou a data do lançamento oficial do trabalho de Nassiri. Mas adiantou que faltam poucos países a serem visitados e que em breve todos conhecerão algo inédito na história da cultura pop: uma canção cantada em todas as línguas do planeta. Conheça a trajetória do artista milionário Nassiri, compositor, cantor, filantropo internacional, dedica-se a propagar a mensagem de paz, amor e cura através da música. Nascido no Irã, migrou para os Estados Unidos ainda na juventude, onde se mostrou um bom empreendedor e se tornou um dos maiores atacadistas de grifes para grandes revendedoras do país. Além do sucesso no mundo da moda, Nassiri tem grande participação no mercado imobiliário de Las Vegas. |
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| CHARGE |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |