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Ações contra o tráfico Ativistas de organizações de combate às drogas querem maior repressão a traficantes na fronteira do Estado |
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O seminário levantou outros problemas no enfrentamento ao tráfico: falsas denúncias nas corregedorias contra policiais que abordam suspeitos; falta serviço específico de inteligência para debelar o grande tráfico de entorpecentes, fraca relação inter institucional entre os órgãos envolvidos, falta de planejamento estratégico, falta de pessoal; dirigentes devem ser compromissados com a causa; deve haver acompanhamento periódico das pessoas envolvidas com a problemática, e, ainda segundo eles, falta ouvir a “base” das polícias – ou seja, democratizar as informações ouvindo os policiais que atuam diretamente nas comunidades. Debate deve ser ampliado para a saúde pública Há anos fala-se que a questão das drogas é mais de saúde pública que de polícia. Os ativistas reunidos no seminário mantêm essa meta: sugerem ao governo atenção diferenciada à, por exemplo, a propagação da aids. Há dados que apontam que cerca de 20% da epidemia de aids do Brasil está direta ou indiretamente relacionada com o uso de droga injetável. O que mais deve ser avaliado, na opinião dos participantes do seminário: * Ocorrência de outros agravos associados ao uso de drogas (co-morbidades psiquiátricas e clínicas); * Entrada em unidades e urgência/emergência (riscos inerentes e decorrentes do uso de drogas); * 19,4% da população brasileira já usou, pelo menos uma vez na vida, algum tipo de droga, exceto ácool e tabaco; * Participação na discussão da nova lei sobre drogas, atualmente no Senado; * Direcionar o debate para a saúde pública; * Impedir o tratamento compulsório, a chamada “justiça terapêutica”; * Garantir princípios humanistas e de respeito aos usuários; * Ampliação das ações de redução de danos para usuários/dependentes de quaisquer drogas. O que está sendo feito e O que é possível fazer · Flagrantes de pequenas quantidades · Ações descoordenadas · Polícia da família · Palestras em escolas · Visitas à comunidade · Políticas públicas deficientes ou ainda, não cumprimento do Plano Nacional de Segurança Pública · Prevenção ainda ineficaz · Efetivo da polícia da família vem diminuindo constantemente (efeito Big Brother) O que se quer · Uma política estadual de combate ao narcotráfico · Criação de delegacias e grupos especializados em entorpecentes nos Municípios fronteiriços · Capacitação contínua e específica dos policiais para lidar com o usuário · Estabelecer parcerias entre os órgãos federais e estaduais de repressão, inclusive a Receita Federal para investigação de grandes fortunas erigidas em cima do narcotráfico e lavagem de dinheiro; · Constante avaliação e controle de pessoal, incluindo tratamento e acompanhamento de sua saúde física e mental; · Planejamento estratégico da Segurança Pública; · Aumento dos efetivos; · Dirigentes compromissados com a causa; · Estudo aprofundado sobre os pontos de entrada de entorpecentes no Estudo e montagem de estratégias de combate; · Adequação da legislação militar estadual, principalmente no tocante ao porte de armas após o serviço; · Ações coordenadas interinstitucionais; · Envolvimento do Ministério Público, do Judiciário e do Legislativo para suporte das ações repressoras; · Revisão da legislação no tocante ao mandado de busca e apreensão; · Maior e melhor comunicação interna institucional; · Canal aberto entre Conen e polícia para que o primeiro seja acionado sempre que um usuário for preso. |
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