COTIDIANO

Empreendedor abre locadora de esporte no Parque

Por enquanto Cleiber só trabalha com aluguel de bicicletas, mas a intenção é ampliar o negócio e oferecer outros equipamentos esportivos

Regiclay Saady
Cleiber Viana viu no aluguel de
bicicletas uma oportunidade de
abrir o próprio negócio


Renata Brasileiro

Uma locadora de esportes, que aluga para seus clientes os mais variados acessórios, que vão desde uma bola de vôlei a uma bicicleta, parecia ser um negócio bastante instável para se entrar de cabeça. Mas o empreendedor Francisco Cleiber Viana, 28, apostou na idéia e garante que os bons resultados logo aparecerão.

“Não fiz nada sem estudos concretos”, disse o empreendedor, ao destacar que realizou um planejamento de dois anos, no qual pôde detectar que na capital não há nenhum tipo de locadora nesse ramo e é grande o interesse de pessoas em dispor desse serviço.

Aberta há cerca de dois meses, sua locadora ainda não possui a estrutura que deve ter daqui a alguns meses, segundo expectativas de Cleiber. Seu movimento em lucro é impulsionado com apenas cinco bicicletas, as quais são alugadas por R$ 2,50 a cada duas horas.

“Preferi começar minha locadora com bicicletas porque vi que a demanda seria grande”, comentou Cleiber, ao ressaltar que o seu ponto está instalado no Parque da Maternidade, próximo à Casa do Artesão, e o aluguel das bicicletas é voltado para os freqüentadores do local.

Essa iniciativa foi tomada a partir da idéia de que todo bom negócio surge de uma necessidade. Ele percebeu que o fluxo de ciclistas no parque é grande e que poderia aumentar mais ainda se o acesso às bicicletas fosse facilitado aos que andavam a pé por falta de opção, bem como através de aluguel delas a preço popular.

A iniciativa está dando certo, tanto que por mês o empreendedor lucra cerca de R$ 600. Mais oito bicicletas foram compradas por ele, entre elas algumas em versão para crianças, que deverão estar disponíveis na locadora até o final deste mês.

“A previsão é que depois dessa compra eu comece a investir em outros acessórios, como rede de vôlei, bola, equipamento completo para ping-pong, patins e tudo mais que abranger esporte e lazer. Considero a idéia boa porque as pessoas que não possuem esses acessórios não precisam pedir emprestado para ninguém e muito menos comprá-los para um uso esporádico”, afirma o empreendedor.

Cleiber completou que a locadora de esporte funciona como qualquer outra locadora. O cliente deve fazer um cadastro com fotocópias de documentos, além de um comprovante de residência antes de levar qualquer equipamento.

Persistência

O empreendedor está firme na concretização de seus projetos, até porque está seguindo todo um planejamento para não pisar em falso e falir o negócio antes mesmo que ele alcance o apogeu.

“Dessa vez vai dar certo”, disse Cleiber, ao revelar que já abriu outros negócios antes da locadora de esporte, bem como uma casa de produtos agropecuários, uma chopperia, oficina de peças para bicicleta, uma loja de serviços imobiliários e até de vendas de cavalo, mas todos quebraram pouco tempo depois que foram abertos.

Com base em suas falhas é que Cleiber disse estar preparado para abrir um negócio de sucesso. “Até estabeleci metas. Daqui há dois anos pretendo expandir o negócio para os municípios do Estado, principalmente em cidades onde há grande visitação de turistas”, completa.

Espírito empreendedor

Cleiber revelou que nunca sonhou em ter um emprego. Na verdade sempre quis ter seu próprio negócio e próprios funcionários. Aos 17 anos, ele fez sua primeira tentativa, quando pediu R$ 100 emprestado para a mãe e mais R$ 100 para o pai com intenção de abrir uma casa agropecuária.

Com seis meses de funcionamento, o jovem empreendedor conquistou o prêmio de segundo lugar em vendas de ração de uma determinada marca. “Foi aí que me empolguei e tentei me capacitar através de cursos técnicos de administração. Em menos de um mês minha loja faliu”, ressaltou.

A princípio Cleiber achava que precisava se capacitar mais ainda para ter sucesso em seus negócios. “Hoje percebo que os meus métodos empreendedores tinham mais respaldo que os métodos que aprendi em cursos, pois foram eles que me fizeram errar tanto”, frisou, ao completar que suas falhas foram mais significativas que os cursos técnicos de que participou.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
 COTIDIANO
 COLUNAS
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
Rio Branco-AC, 16 de maio de 2004
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
   ANCELMO GÓIS
Com Ancelmo Góis
 
 
P E S Q U I S A