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Leonildo Rosas  

Cem mil

Causou riso entre a população a declaração do candidato Márcio Bittar (PPS), em entrevista na TV Gazeta, dizendo que até agora o gasto de toda sua campanha não chegou a cem mil reais. Quem conhece política sabe que esse valor não dá nem para pagar os marqueteiros contratados de São Paulo. Para quem não sabe, Bittar declarou à Justiça Eleitoral que pretende gastar R$ 1,5 milhão. Será que os outros R$ 1,4 milhão estão sendo guardados para o dia da eleição?

Como confiar?

Sobre o assunto da nota acima, a coluna recebeu o seguinte e-mail do leitor Francisco Ednaldo: “Vi ontem o debate na TV Gazeta com Márcio Bittar e, entre tantas coisas, uma me chamou a atenção. Primeiramente ele registrou a maior previsão de gastos na campanha, mas teve a cara-de-pau de dizer que não sabe as fontes do seu patrocínio eleitoral, não sabe quanto gastou até agora etc. Pergunta-se: como podemos confiar a ele todo o orçamento municipal, se não sabe nem a quantas anda a sua campanha? Dá pra confiar?”. Boa pergunta.

Manga arregaçada

Com ar de arrogância, Márcio Bittar aparece em outdoors espalhados pela cidade arregaçando a manga da camisa, numa demonstração de que pretende trabalhar muito, caso seja eleito. O último administrador que teve como slogan “Arregaçar as mangas” foi o ex-governador Romildo Magalhães. Todos sabem como começou e acabou sua administração.

Esconde aliado

A inserção em que Márcio Bittar aparece acompanhado de várias pessoas, em contraposição a que Raimundo Angelim (PT) se apresenta acompanhado de lideranças da Frente Popular, não é algo feito por opção. O problema é que Bittar não pode aparecer acompanhado de Isnard Leite, Mauri Sérgio, Adalberto Aragão, Flaviano Melo e outros aliados seus que têm que ficar bem escondidos.

Instituto do Abunã

A coluna investigou a origem do Norte Data Center, que divulgou pesquisa na internet da situação política em todos os 22 municípios. O “renomado” instituto tem como proprietário Halys Chaves de Lima e está estabelecido na rua Coronel Fontenele de Castro, em Plácido de Castro. Mesmo dizendo que está no mercado há quase cinco anos, o site da empresa foi criado no último dia 20 de agosto, às 11h50. A impressão que se tem é de que ele foi criado sob encomenda para as eleições deste ano.

Justiça atenta

Sobre a pesquisa, a coluna recebeu comunicado da juíza eleitoral Solange Fagundes dando conta de que ela não foi registrada previamente, como prevê a legislação eleitoral, “tratando-se, pois, de pesquisa irregular”. A magistrada também comunicou que foram adotadas providências para cessar a divulgação dos resultados.

Vingança

Peemedebistas que conhecem bem o espírito vingativo do ex-governador Flaviano Melo afirmam que ele não apoiou a indicação da cunhada Regina Lino para compor a chapa com Márcio Bittar porque ela, literalmente, abandonou a Secretaria Municipal de Assistência Social, em 2002, quando não recebeu apoio do cunhado para se lançar candidata a deputada federal. A vingança de Melo tem lhe dado muita dor de cabeça em família.

Dois a zero

Sem esconder a euforia com o sucesso da Caminhada do 13, segunda-feira, dirigente do PT alertou à militância sobre a necessidade de manter os pés no chão e não entrar no clima do já-ganhou. O dirigente comparou a situação a um jogo de futebol, em que um time termina o primeiro tempo vencendo pelo placar considerado mais perigoso, o 2 a 0. “Se no início do segundo tempo o adversário fizer um gol, aumenta a chance de ele empatar e virr o jogo”, disse.

Todo vapor

Mas parece que a Frente Popular aprendeu as lições tiradas em 1996 e 2000. Depois da caminhada, militantes, dirigentes e candidatos intensificaram ainda mais a campanha. A ordem é parar somente depois das 17 horas do dia 3 de outubro. Se possível para comemorar.

Atos de peso

Depois da caminhada, a Frente Popular tem pelo menos mais três atos de peso. Serão realizados o show do grupo KLB amanhã, a cicleata dia 25 e o comício de encerramento, com uma grande atração da música nacional.

PMDB vermelho

Entre os militantes da candidatura de Raimundo Angelim, os mais aguerridos são os ex-peemedebistas que trocaram o azul do 15 pelo vermelho do 13. É uma turma que gosta e sabe fazer campanha no corpo-a-corpo.

Jornalismo

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vem ao Acre no dia 22 debater sobre o projeto de lei que institui o Conselho Federal de Jornalismo. O debate será no auditório do Sebrae-Centro, a partir das 19 horas.

Espingarda

Numa das paradas durante a Caravana do Centenário, realizada semana passada, a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) ficou preocupada com o boato corrente nos seringais de que o presidente Lula vai tomar as espingardas. Autora da emenda no Estatuto do Desarmamento que garante a posse desse tipo de arma para os seringueiros, a deputada ouviu a seguinte frase de um cidadão que mora ao longo da BR-364: “Sou o Jorge do 41. Diga ao Lula que minha arma ninguém toma”.

Esclarecimento

Para pôr fim aos boatos, Perpétua Almeida propõe que seja feita uma campanha na rádio voltada para a Amazônia. Somente assim, segundo ela, as pessoas ficarão mais tranqüilas e a mentira será freada. “As pessoas precisam saber que não é necessário elas irem à cidade registrar suas armas. Isso será feito nas próprias localidades onde moram”, explicou.

Outra caravana

Satisfeitos com o resultados obtidos, os organizadores da Caravana do Centenário se preparam para organizar outra no próximo ano. Em 2005, será realizada a Caravana da Cultura e da Cidadania. Essa durará mais tempo na estrada, levando o Projeto Cidadão como carro-chefe.

Briga à vista

Com o título “Briga à vista”, a jornalista Denise Rothenburg escreveu a seguinte nota na coluna que assina no jornal Correio Braziliense: “A imagem do governo perante as comunidades indígenas não é das melhores. Mas pode piorar. A turma está uma arara com a pressão que o PPS faz para afastar o índio Antônio Apurinã, do PC do B, da Diretoria de Assistência Social da Funai. ‘Para o governo, uma diretoria da Funai não é nada, mas para o movimento é muita coisa. Apurinã foi indicado pelo movimento indígena. Se sair vai dar confusão’, prevê a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC).”

 

 
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Rio Branco-AC, 16 de setembro de 2004
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