| COTIDIANO | |
| Ladrões atiram 15 vezes em mecânico Vítima saiu ilesa após tentativa de assalto em uma oficina mecânica no bairro Belo Jardim |
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O mecânico de máquinas pesadas José Ribeiro da Costa, 48, morador do km 2 da BR-364 no bairro Belo Jardim, foi atacado por um grupo formado por três delinqüentes, com idades presumíveis entre 16 e 20 anos. Por telefone o mecânico falou com exclusividade para o Página 20 sobre o episódio violento em que foi envolvido e reconhece que teve muita sorte de não ter sido assassinado. “Foram disparados 15 tiros em minha direção e graças a Deus não me acertaram”, afirmou. Dono de uma oficina mecânica nas imediações da Amozongás, Ribeiro conta que estava no escritório por volta de 17 horas de anteontem, quando chegaram dois homens em uma bicicleta. “Isso chamou minha atenção e fui abrir a porta para saber o que eles queriam.” Eles tinham coberto o rosto com meias que serviam de capuz. Um dos homens sacou um revólver 38 que trazia embrulhado em um pano e apontou em minha direção mandando que eu deitasse no chão, enquanto o segundo homem tratava de sacar outra arma que trazia na cintura. Não pensei em mais nada. Apenas em defender meu patrimônio e minha família. Chutei um dos bandidos, que caiu derrubando o outro. Travamos luta corporal em disputa pela arma que havia caído. Finalmente meu filho se deu conta do que estava acontecendo e correu para me socorrer. Um terceiro elemento apareceu e já disparou contra meu filho, obrigando-o a manter-se à distância. Isso chamou a atenção das outras pessoas que estavam na oficina. Um dos bandidos havia recuperado a arma e começou a disparar em minha direção. Todos passaram a atirar em mim. Eu rolava no chão me desviando das balas. Felizmente elas acabaram e eles fugiram. Estou com as 15 cápsulas das balas deflagradas em mãos”, disse Ribeiro. O mecânico garante que não faz movimento de dinheiro em altos valores que possa despertar a atenção de ladrões, mas, por ser representante comercial da Volks Caminhões, existem peças de valor alto. “Isso pode tê-los atraído.” Motim com reféns no Urso Branco, em Porto Velho O motim na Penitenciária Urso Branco, iniciado por volta das 18 horas de sexta feira, quando detentos proibiram a saída de familiares, prosseguiu durante todo o sábado. Os presos não quiseram negociar durante a madrugada e exigem como principal reivindicação o retorno para as celas dentro de pavilhões, medida alterada por determinação da Vara de Execuções Penais. Por precaução, o Comando de Operações Especiais (COE) cercou toda a área sob o comando do coronel Amoan Garret. Dezenas de família dos próprios detentos foram feitos reféns no dia de visita. REFÉNS - Um gabinete de gerenciamento de crise foi instalado na manhã de ontem. Os detentos mantinham um grupo de 18 pessoas como reféns desde o início da noite de sexta-feira. Segundo informa o coordenador do gabinete, delegado especial César Pizzano, a situação é de extremo risco e demanda grande habilidade por parte das autoridades, principalmente porque crianças, mulheres grávidas e idosas estão entre os reféns. São poucos os rebelados, diz Pizzano - somam 24 apenados comandados por um perigoso bandido identificado como “Carioca”, condenado a 123 anos por homicídios, assaltos e seqüestros e que já esteve preso com o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar. O gabinete fez comunicação com o Juizado da Infância e da Juventude e Conselho Tutelar, informando a presença de crianças. Pizzano explica que há participação das mulheres de alguns detentos, que durante a manhã foram nomeadas para negociar com as autoridades. Elas serão responsabilizadas por cárcere privado das crianças, daí a necessidade de acompanhamento das autoridades ligadas aos menores. O gabinete de gerenciamento entende que se os detentos retornarem às celas anteriores, como exigem, o presídio fica incontrolável. Instituto de Segurança americano condecora Fernando Melo
A honraria foi concedida pelo “US – Police Istructor Teans” (PIT), com sede em Orlando (Florida), Estados Unidos. O US-PIT é instrutor oficial da Swat (policia de elite americana) cujo diretor, coronel Charles Saba, está no Acre pela segunda vez nesta administração estadual. Na primeira visita do coronel americano ao Acre, um grupo de elite das polícias Civil e Militar recebeu curso de capacitação em técnicas de segurança pública. Tornaram-se aptas ao combate, salvamento e defesa, ação em assaltos a bancos e regaste de reféns. O grupo capacitado atua como multiplicador dentro da segurança pública do Acre. Nessa segunda visita, o coronel Charles Saba veio fazer a entrega de “pistolas a laser”, armas de tecnologia de ponta usadas pelas polícias mais bem equipadas do mundo, recém-adquiridas pela Sejusp. “O investimento é caro. Mas o retorno é valorosíssimo, pois cada disparo de uma dessas pistolas representa a manutenção de uma vida”, afirma o secretário Fernando Melo. Cada pistola custa US$ 800. Os dardos teleguiados por raios laser (usados como projéteis) custam em média R$ 190 cada. São usados apenas em casos extremos. Os projéteis só podem ser usados uma única vez. Se houver necessidade de um segundo disparo, a pistola terá que ser recarregada. O coronel Charles Saba explica que esses equipamentos são usados para evitar casos de suicídios, salvar a vida de reféns em caso de assaltos e vida das pessoas descontroladas que estejam ameaçando a própria e vida e/ou de terceiros. Ao justificar a aquisição das novas armas, Charles Saba afirma que atualmente, quanto um bandido faz um refém e ameaça matá-lo, as forças de seguranças requisitam seu pelotão de elite. A pistola dispara um dardo com eletrodos que, ao atingir o agressor, paralisa de imediato o nervo central deixando-o imóvel no mínimo por 30 segundos, tempo mais que suficiente para que seja algemado e imobilizado, antes que recupere a “consciência”, conclui. |
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