COTIDIANO

Biodança chega ao Acre

Nova mania mundial busca a originalidade humana e a saúde espiritual

Marcos Vicentti
Marisa Gigante quer
difundir a dança no Estado


Andréa Zílio

Desde 1969 a Biodança vem se difundindo em todo o mundo, principalmente na América Latina. No Brasil há, inclusive, escolas de formação. Agora a novidade está vindo para o Acre por intermédio de Marisa Gigante, que pretende formar um grupo de vivência para praticar as aulas e divulgar técnica no Estado, com data marcada para os dias 22 e 23 deste mês.

A Biodança, que significa dança da vida, tem como principal ferramenta a música e movimento em exercícios de comunicação em grupo, permitindo que todos os participantes possam vivenciar o encontro consigo mesmos e com o outro.

Na maioria, ela atrai um público de pessoas que querem acabar com a timidez e o estresse. Um trabalho que propõe o resgate da originalidade humana, quebrando rótulos e hábitos impostos pela sociedade, buscando a saúde espiritual.

Marisa Gigante é terapeuta profissional, mas explica que a Biodança nada tem a ver com terapia. Diz que é uma pedagogia desenvolvida pelo antropólogo e psicólogo chileno Rolando Toro. Fala que a terapia tenta entender e procurar solução para o problema. A biodança propõe que se aprenda a viver de outras formas. Ela oferece condicionamento físico cardiovascular, trabalha as inibições e a timidez, oferece momentos de sensibilização musical e proporciona desenvolvimento mental e emocional.

Ela afirma que a técnica desenvolvida na década de 60 pelo profissional rapidamente se espalhou pelo mundo. Além de trabalhar com a música, envolve também a dança e o teatro.

Dança surgiu na Itália

Em 1992, Orlando Toro fundou em Milão, na Itália, a Escola Européia de Biodança. De lá coordenava as escolas do mundo todo. Em 1997 voltou para o Chile. Atualmente coordena a Escola Modelo de Biodança na qual se concentra o curso de atualização e formação de professores.

Foi em uma dessas escolas espalhadas no Brasil que Marisa estudou. Ela acredita que haja cerca de 20. Gaúcha de Pelotas, morava em Porto Alegre quando conheceu a técnica na Escola Gaúcha de Biodança. Antes precisou participar de 100 horas de aulas do grupo de vivência para, então, fazer o curso, que tem dois anos de teoria e um ano de prática acompanhado da monografia.

“Eu era muito tímida e hoje aprendi a agir de outra maneira”, conta.

A Biodança é um sistema de desenvolvimento humano no qual a música e o movimento formam uma unidade coerente com a emoção. Os principais objetivos da técnica colocados pelas escolas são estimular o lado positivo das pessoas, desenvolver a criatividade, melhorar a capacidade de comunicação auxiliar no autoconhecimento fortalecendo a identidade e a auto-estima, aumentar a resistência ao estresse e a ansiedade e promover a integração e o desenvolvimento de cada indivíduo.

Marisa conta que o grupo de vivência antecede as aulas dando base do que é a biodança, que tem como temas a vitalidade, a criatividade, a sexualidade, a afetividade e a transcendência.

Durante a parte teórica de uma aula, o facilitador apresenta os principais fundamentos da Biodança e como eles podem ser utilizados pelas pessoas no seu dia a dia. As vivências práticas obedecem ao modelo teórico da biodança apresentando uma sequência baseada na observação do grupo num gradativo aprofundamento.

FORMAÇÃO – Marisa pretende formar o primeiro grupo de vivência no Acre. Nos dias 22 e 23 realizará intensas aulas que eqüivalem aos ensinamentos de um mês. Elas acontecerão em dois turnos na academia Zona de Treinamento. “Quando o grupo está formado, as aulas acontecem uma vez por semana. Nessa iniciação faremos uma demonstração intensa do que é a Biodança. Se as pessoas se interessarem, formaremos o grupo.”

SERVIÇO - Mais informações pelos telefones 9987-3436 e 228-4260

 
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Rio Branco-AC, 16 de novembro de 2003
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