ESPORTE 20
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Com muita vibração, Rio Branco vence e assume a liderança

Na estreia de Artur, Estrelão derrota o Andirá por 2 a 0

Regiclay Saady
O Meia Testinha (com a bola),
numa tarde inspirada, marcou dois gols


Wescley Camelo

Jogando um futebol alegre, o Estrelão derrotou na tarde do último domingo, no estádio Arena da Floresta, o Andirá por 2 a 0, em partida valida pela quarta rodada do primeiro turno do Campeonato Estadual de Futebol. Com o resultado, o Rio Branco lidera a competição com 10 pontos em quatro jogos disputados.

Os destaques da partida foram o meia Testinha, autor dos dois gols e artilheiro com cinco, e o atacante Juliano César, que apesar de não ter feito gol participou nos lance principais da partida.

O jogo – O primeiro ataque da partida foi do Andirá. Aos dois minutos Pitiu lançou o lateral esquerdo Fábio, que em velocidade invadiu a área e chutou cruzado, mas o goleiro Marcos Vinícius defendeu com tranquilidade.

Depois do susto, o Rio Branco usou durante boa parte da primeira etapa a ligação direta da defesa para o ataque. O Morcego, com uma forte marcação, comandou no meio campo e usou as laterais para levar perigo a meta do goleiro estrelado.

O Estrelão teve sua primeira chance de gol, aos 25 minutos, em cobrança de falta. O zagueiro Marquinhos Costa chutou forte da intermediaria, mas o goleiro Valtemir defendeu, colocando para escanteio. Três minutos depois o Rio Branco volta a assustar. Dessa vez foi Juliano César que chutou a bola na trave, após receber passe de Neném.

Os jogadores estrelados começaram a entrar no jogo e aos 35 minutos, em cobrança de escanteio, o atacante Juliano César subiu mais que o zagueiro Douglas e cabeceou. A bola bateu na trave e na sobra a defensiva do Morcego afastou o perigo.

A partir daí, o Rio Branco comandou a partida. O lateral Ley fez boa jogada pela linha de fundo, passou por um marcador e cruzou para a área. Paulinho e Juliano não alcançaram a bola, perdendo mais uma chance de abrir o placar.

Aos 44 minutos, o Estrelão chegou ao seu gol. Contra-ataque de Paulinho, que arrancou em velocidade, mas foi parado com falta pelo volante Marquinhos Calafate. Na cobrança o meia Testinha chutou com categoria no ângulo do goleiro Valtemir que nada pôde fazer para evitar o primeiro gol da partida. 1 a 0 Estrelão.

Na volta para segunda etapa, os dois times buscaram a vitória, com isso o jogo ficou aberto com várias chances de gols para as duas equipes, mas pecavam nas finalizações. O primeiro lance de perigo no segundo tempo foi do Rio Branco, aos 18 minutos. O atacante Juliano César lançou Testinha, que invadiu a área e chutou de bico, obrigando o goleiro Valtemir a fazer uma defesa em dois tempos.

Dois minutos depois, em um rápido contra-ataque, Juliano César passa para o lateral Esquerdinha, que cruza para Paulinho. O atacante pega de primeira, mas o goleiro Valtemir defendeu parcialmente. Na sobra Testinha, com o gol aberto, só teve o trabalho de empurra a bola para o fundo da rede do Morcego. 2 a 0 Estrelão.

O Andirá teve uma grande chance de diminuir o placar aos 22 minutos. O meia Thiago driblou o zagueiro Marcão e chutou forte. O goleiro Marcos Vinícius espalmou, na sobra Bruno chutou para fora. Oito minutos depois, o Morcego voltou a assustar o goleiro estrelado. Dessa vez em cobrança de escanteio. Pitiu bateu direito para o gol, mas a bola tocou na trave antes de para linha de fundo.

Nos acréscimos, o atacante Juliano César teve a chance de marcar o seu. O atacante tocou para Rosier que devolveu para Juliano, que cara a cara com Valtemir, chutou em cima do goleiro.

Em partida fraca, Tricolor derrota o São Chico

Tido como pior jogo do Estadual até agora, o Independência derrotou o São Francisco por 1 a 0. A partida aconteceu no último domingo, no estádio Arena da Floresta. O gol do Tricolor de Aço foi marcado pelo experiente J. Maria, após cobrança de falta.

As duas equipes entraram em campo em busca de uma vitória para fugir da lanterna da competição. Mas durante todo o primeiro tempo, Católicos e tricolores apresentaram um futebol de baixo nível, não criando nenhuma grande chance de gols.

O gol tricolor só saiu na segunda etapa em cobrança de falta. O meio campo Ciro chutou forte da entrada da área, mas goleiro Jackson espalmou. Na sobra o meia J. Maria tocou com firmeza para fundo da rede do time Católico.

CRÔNICA

Histórias da floresta encantada

Beneilton Damasceno *

Neste Acre de Luiz Galvez e Chico Mendes nada é impossível. Do político seringueiro que reivindicava exclusividade sexual da ex-companheira ao deputado que em três décadas de mandato jamais foi à tribuna para dar sequer um espirro. Essas e outras pérolas do folclore contemporâneo estão devidamente catalogadas nos anais da chamada grande imprensa e abastecem o balaio de mangofa dos iluminados colunistas da nação verde-amarela, que não deixam passar nada.

Por esses dias eu soube de outra da minha aldeia (agora na área esportiva) que corre o risco de enriquecer o manual de anedotas do sul-maravilha. Tomara que não passe de boataria! Linguarudos andam espalhando por aí que o estádio Arena da Floresta, entregue aos acreanos no Natal de 2006, não pode sediar os jogos do campeonato estadual duas vezes na semana para não danificar a grama importada. É se preparar porque o Programa do Jô tá doidinho para botar a boca no mundo.

E aí, o torcedor, que pensou ter aposentado o sofrido José de Melo, volta à estaca zero. Sinceramente, espero que o argumento do Governo da Floresta seja bem mais consistente do que o instinto de preservação. Comprar um carro zerado e limitar seu uso para evitar que ele envelheça é uma risível insensatez. Não é por acaso que o dicionário registra a palavra “manutenção”, derivada do verbo “manter”, que significa cuidar, dar atenção.

Ah, somente agora eu me toquei. Há alguns meses, Fluminense e Adesg (não é “o” Adesg, recomenda sempre o Antonio Stélio), que disputaram uma partida da Copa do Brasil, não puderam realizar o manjado reconhecimento do gramado, ritual elementar em toda competição de futebol no Brasil, no Haiti, no Cazaquistão... O governo do Estado negou autorização. Pois o Tricolor das Laranjeiras acabou sendo remanejado para o “Tonicão”, ironicamente no bairro Floresta, e lá pôde usufruir o piso de um campo que ainda está em construção.

É por isso que todo mundo manga da gente, né não?

* Jornalista (benedamasceno@hotmail.com)

 

 
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Rio Branco-AC, 17 de abril de 2007