| POLÍTICA | |
Lideranças de bairros se mobilizam contra aumento de tarifa dos ônibus |
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A possibilidade de aumento na tarifa do transporte coletivo de Rio Branco, de R$ 1,75 para R$ 1,90 está geando discussão entre as lideranças dos movimentos sociais e na própria Câmara de Rio Branco. Esses setores se mobilizam e deverão criar barreiras para evitar um aceno positivo do acréscimo por parte da prefeitura. Hoje, às 17h30, os presidentes das associações de moradores de Rio Branco irão se reunir em sua sede (Umarb), localizada no Parque da Maternidade, para discutir o assunto e decidir de que forma a entidade irá se manifestar contra o aumento que, para eles, é considerado abusivo. “É um absurdo que pessoas que ganham menos de um salário mínimo tenham que pagar uma passagem de praticamente R$ 2. Se o custo de R$ 1,75 já é caro, essa proposta é um roubo”, enfatizou o presidente da entidade Gilson Albuquerque. No parlamento municipal a questão está sendo levantada pelo vereador Rodrigo Pinto (PDT). Ele apresentará esta semana na casa um projeto propondo modificações no processo de gratuidade. Para Rodrigo, uma forma de o usuário ser poupado seria a prefeitura assumir o gasto de cerca de 25% das gratuidades, sendo essa uma das formas de oneração da planilha de custo, alegada pelos empresários do setor. “Todo ano é a mesma coisa. O aumento no salário mínimo (em maio) resulta em um efeito cascata no bolso da população. Tudo sofre acréscimo, e no caso do transporte, a situação se agrava em função da mobilização dos trabalhadores da área sobre data-base, que ocorre na mesma época”, lembrou. Para o vereador, o fato de as gratuidades terem sido aprovadas na câmara e sancionadas pelo município gera nesses dois setores a responsabilidade pelo custo delas. Enquanto o assunto se difunde entre os consumidores e os setores sociais se mobilizam, os técnicos da RBTrans analisam a planilha de custo enviada à autarquia pelas empresas. Nela estão expostas as despesas com pessoal, equipamentos e outros itens que fazem parte do investimento financeiro das mesmas. O diretor superintendente da RBTrans, Ricardo Torres, assegurou que as planilhas estão sob análise dos técnicos do setor, e acha a proposta de Rodrigo Pinto arriscada, no que se refere ao poder público pagar pelas gratuidades no transporte coletivo. “O prefeito já enfrenta dificuldades de administrar o município em virtude dos problemas com a arrecadação. Por outro lado, tirar um direito adquirido – no caso das gratuidades, e passar o ônus para o município é arriscado”, completou. O último aumento na passagem dos ônibus na capital aconteceu há um ano e quatro meses, quando as empresas do setor defendiam a mesma quantia e esbarraram no posicionamento negativo do prefeito Raimundo Angelim. A pressão sobre o tema deverá aumentar a partir do próximo mês, quando ocorrerá, como em outros anos, o aumento no salário mínimo e a luta dos motoristas e cobradores pela data-base. A mobilização contra o aumento da tarifa no transporte mais uma vez levará os estudantes e demais setores da sociedade organizada às ruas de Rio Branco para cobrar posicionamento dos gestores públicos. |
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