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Área de escape do aeroporto de Congonhas vai ganhar piso poroso e rede de proteção |
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Brasília - O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deve passar nos próximos meses por uma reforma que vai permitir uma maior segurança às aeronaves na hora do pouso. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) estuda a construção na área de escape, no final da pista principal, de um piso de concreto poroso, que aumentaria o atrito ao se fragmentar e ajudaria a frear a aeronave. Após esse recurso, uma rede de cabos de aço (utilizada em porta-aviões) que teria a função de “segurar” o avião numa emergência. “São duas medidas que estão sendo estudadas. A pista de Congonhas é curta e não tem uma grande área de escape. Então faremos esse piso de concreto poroso, que seria uma espécie de caixa de areia ou atoleiro, e ainda uma rede como último recurso para frear a aeronave que escape da pista”, explicou ontem o presidente da Infraero, Sérgio Gaudezi, em conversa com jornalistas. “É uma idéia para melhorar a segurança. Vamos examinar o que há de melhor no mercado.” Há um mês, a pista principal de Congonhas foi palco da maior tragédia da aviação brasileira com a morte de 199 pessoas. A pista tem 1.940 metros de extensão e 45 metros de largura. “Temos uma área de escape pequena. Por isso vamos adotar essas medidas. Além disso, a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] deve determinar um peso menor para os aviões que usam Congonhas em favor da segurança. Aeronaves mais leves são mais fáceis de parar”, frisou Gaudezi. Já a conclusão do grooving (ranhuras para o escoamento da água) na pista de Congonhas deve ficar pronta no dia 8 de setembro, segundo o presidente da Infraero. (Agência Brasil) |
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