| OPINIÃO | ||
| EDITORIAL | ||
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Do Editor |
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| Donos da história De cada grupo de mil acreanos, vinte e cinco são índios “da gema”, pertencentes a dezenas de etnias espalhadas de leste a oeste do Estado. Equivalem em número, por exemplo, à população de Xapuri - algo perto de quinze mil almas. Têm olhos amendoados como os asiáticos, costumes e línguas próprios, mas um desejo comum a todos os povos de todas as nações terrestres: viver com dignidade e ser respeitados pelo homem branco. Hoje, 19 de abril, é o dia que o calendário gregoriano dedica a essa gente que descobriu o Brasil antes mesmo de ele ser descoberto, há mais de cinco séculos. Vítimas da negligência de quem deveria cuidar deles, ano após ano vêem sua representação no país minguar. Perambulam errantes pelas cidades, submetem-se à execração do “homo urbanu”, suplicam a caridade de uma mísera moeda para com ela tentar mitigar a fome que os fustiga. Discriminar minorias dá processo, dá cadeia, é crime inafiançável. Assim prega a legislação. Mas ela mesma prefere dar de ombros quando um cara-pálida é queimado vivo em praça pública por filhinhos de papai da classe média. Atear fogo em um ser humano é ato de total repugnância e imperdoável aos olhos da sociedade. No caso do índio calcinado pelos adolescentes, o delito de repente se transformou em “culposo”. A história da nação serve de testemunha de tamanha desigualdade. Parabéns a esses genuínos brasileiros por mais uma data a eles dedicada. Ao menos isso! |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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