
Liberação de R$ 3,6
bilhões vai reaquecer
comércio acreano em plena ressaca natalina
Josafá Batista
A segunda parcela para quem tem até R$ 2 mil de saldo das diferenças do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente aos Planos Collor e Verão começa a ser paga a partir do próximo dia 10. Será paga também a primeira parte dos trabalhadores que têm mais de R$ 2 mil até R$ 5 mil.
De acordo com a Caixa, são cerca de R$ 3,63 bilhões transferidos a 2,65 milhões de trabalhadores. A esses valores deve ser somado R$ 1,4 bilhão já liberado, mas ainda não sacado por cerca de 15 milhões de beneficiários. No total o pagamento das diferenças não creditadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve colocar em circulação R$ 5,03 bilhões até 31 de janeiro.
Pegos de surpresa, em plena ressaca natalina - aliás, um dos natais mais ricos do Estado, com incremento de até 30% nas vendas, em relação a 2001 - o comércio e os bancos planejam às tontas uma campanha de marketing para atrair os potenciais clientes.
“Não será fácil”, diz o empresário João Marcel Gonçalves, 42, economista e dono de uma pequena loja de confecções no bairro do Bosque. “Primeiro porque, em janeiro, a maioria dos funcionários de diretoria das empresas maiores ganha férias. Segundo, por causa do próprio boom natalino. A maior parte das empresas não teve tempo de recompor o estoque após o estouro nas vendas no final do ano”.
Quem tem direito
Dos R$ 5,03 bilhões a serem pagos até janeiro, R$ 2 bilhões vão favorecer 1,36 milhão de trabalhadores que tinham até R$ 2 mil de diferença a receber. Neste caso, a primeira parcela, de até R$ 1 mil, foi paga a partir de julho e o restante virá em janeiro.
Também em janeiro começam os pagamentos para 1,29 milhão de trabalhadores com saldo a receber entre R$ 2.000,01 e R$ 5 mil. A Caixa estima crédito total de R$ 1,63 bilhão.
O R$ 1,4 bilhão restante já está liberado, mas ainda não foi sacado pelos trabalhadores. São, principalmente, contas de baixo valor, inferiores a R$ 100, mas há casos de parcelas próximas a R$ 1 mil ainda não retiradas por cerca de 15 milhões de trabalhadores de aproximadamente 30 milhões de contas.
Banco espera mais adesões
A Caixa estima que os valores serão ainda mais elevados, porque muitos trabalhadores com valores acima de R$ 2 mil de crédito que não aderiram ao acordo o fizeram até 31 de dezembro último.
Também até dezembro de 2002, 28,89 milhões de trabalhadores aderiram ao acordo do FGTS.
Os economistas recomendam que quem tem dívidas, especialmente de cartão de crédito ou cheque especial, que cobram juros altos, ou costuma se exceder nos gastos nas festas de fim de ano, deve pensar em usar esse dinheiro no pagamento desses débitos.
Ou então reservá-lo para despesas extras com o IPVA e material e matrícula escolar.