
Que a educação, de qualidade e barata, é a única redenção para vítimas do formidável cataclisma sociológico causado pela biopirataria do látex, no início da década de 70, todo mundo sabe. E teoriza muito bem.
O problema é quando o assunto salta para a prática.
Esforços para a educação infantil são conhecidos no Acre. A expansão das escolas, especialmente na zona rural, além do equipamento, treinamento e valorização dos professores, denota uma série de investimentos, essenciais para o resgate da cidadania acreana, ainda neste século.
De nada adiantaria se não existisse uma canalização desse esforço. O despejo no mercado de centenas de profissionais todos os anos, através de uma universidade pública, gratuita, com alto padrão de qualidade, é o acabamento de toda a cadeia de maximização do potencial de trabalho dos acreanos.
Esse papel, que tem desdobramentos na cidadania, na qualidade de vida, na consciência política e até na tributação de impostos públicos, é exercido pela Universidade Federal do Acre. Em poucas décadas, o Campus passou de simples formador de profissionais a um centro de multiplicação e condensação da capacidade acreana de produzir, crescer, e, mais importante, sociabilizar.
Esse tripé, possibilitado, ademais, por um dos centros de formação teórica com o maior número de gênios por metro quadrado do Estado do Acre, só poderia mesmo desembocar em muitos sucessos. Por ser pioneira, a Ufac deve se orgulhar da sua trajetória. Mas principalmente, do futuro que hoje semeia. Para todos os acreanos.