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Rio Branco - Acre, sábado, 4 de janeiro de 2003
Agricultura orgânica:
porta da saúde econômica

Em 1992, com a Conferência Mundial da ECO92, no Rio de Janeiro, surge o conceito de sustentabilidade, que manifestou uma nova ordem mundial que expressa a vontade das nações de conciliar ou reconciliar o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, em integrar a problemática ambiental ao campo da economia.

Mais do que um conceito que orienta de maneira imediata ação e decisão, a sustentabilidade manifesta em primeiro lugar uma problemática de aspectos múltiplos (científico, político, ético) oriunda da emergência de problemas ambientais em escala planetária e principalmente da percepção do risco subjacente.

A partir dos anos 90 emergem no Acre, Estado com 95% de sua cobertura vegetal e economia primária o suficiente para uma guinada histórica, os processos de certificação ambiental dos produtos agrícolas - como os “selos verdes”.

A certificação ambiental fundamenta-se no princípio da produção com uso de técnicas e processos que não degradem o meio ambiente. A iniciativa de certificar tem partido quase que exclusivamente de organizações não governamentais, que estabelecem os seus critérios próprios de certificação, o que para a agricultura, refere-se a produtos orgânicos ou biodinâmicos.

A partir da institucionalização da certificação, são abertos “nichos” de mercado que demandam produtos com características e padrões que oferecem grandes possibilidades de inserção para os produtos provenientes da agroecologia, nas diferentes redes de distribuição e nos seus diferentes níveis de abrangência (local, regional, nacional e internacional).

Por isso, a expansão da agricultura orgânica no Acre é bem mais que um salto econômico. É uma prova de uma disposição para mudar. E de que esse povo, que um dia libertou o Acre, nunca desistiu da própria independência.

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